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Sex, Ago
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Cirurgia de catarata: entenda como funciona

 

O que é?

A catarata e um processo de opacificação do cristalino, que é uma lente natural dos olhos localizada atrás da íris. Essa lente (cristalino) é normalmente clara e transparente. Com o aparecimento da catarata, ela se torna opaca e impede a passagem dos raios luminosos que formam a imagem no fundo do olho.


O único tratamento eficaz para a catarata é a cirurgia, não existindo colírios ou óculos que eliminem a doença. A catarata é responsável por 20 milhões de cegos no mundo, e no Brasil 350 mil pessoas apresentam cegueira por conta da doença. No entanto, a perda de visão é reversível com a cirurgia.

A cirurgia de catarata utiliza um laser e facoemulsificação. São feitas incisões no olho para introdução de uma cânula no globo ocular, ligada a um equipamento que aspira e dilui a catarata.
Indicações

Todo paciente com catarata possui indicação para fazer a cirurgia de catarata.
Saiba mais: 8 questões respondidas sobre a catarata
Exames necessários para realizar a cirurgia

Os candidatos à cirurgia de catarata devem ser avaliados por um oftalmologista, que irá realizar uma série de exames oftalmológicos como acuidade visual, fundo do olho, pressão intraocular, topografia da córnea, ultrassonografia do globo ocular e um exame para cálculo da lente intraocular a ser implantada.

 

Também será solicitada uma avaliação cardiológica e exames de sangue.
Tipos de anestesia

A cirurgia de catarata na maioria dos casos é feita apenas com colírios e uma sedação leve, exceto se o paciente tiver alguma contraindicação de saúde que necessite outro tipo de anestesia.
Como é realizada

A técnica atual é a cirurgia combinada com laser e facoemulsificação. O laser faz as incisões e ruptura da catarata e a facoemulsificação faz a remoção da catarata.

São feitas incisões menores de 3,5mm com um laser nos olhos. É inserida através dessa ruptura uma espécie de cânula no globo ocular, ligada a um equipamento ultra-sônico que aspira dilui a catarata.

Em seguida, é implantada uma lente intraocular através da incisão. Esta lente varia de pessoa a pessoa, pois além do grau existem lentes monofocais e multifocais. Quem decidirá qual a melhor lente será o medico juntamente com o paciente.


Em todo o procedimento o paciente fica deitado e é utilizado um microscópio para a visualização da cirurgia.

Após a cirurgia de catarata, o olho operado terá um curativo que pode ser feito com gaze, tampão de acrílico ou óculos escuros, dependendo da técnica utilizada. Serão receitados colírios por um período.

Por ser feito com uma técnica segura, a cirurgia de catarata pode ser realizada centros especializados, não necessitando de internação. O paciente tem alta logo após o procedimento, podendo voltar para sua casa.

Tanto o procedimento, sua técnica e as lentes intraoculares são de amplo conhecimento dos oftalmologistas aptos a realizar a cirurgia de catarata.
Qual médico realiza a cirurgia

Tanto o procedimento, sua técnica e as lentes intraoculares são de amplo conhecimento dos oftalmologistas aptos a realizar a cirurgia de catarata.


Tempo de duração do procedimento

O tempo da cirurgia de catarata varia de pessoa a pessoa, mas em geral dura em média 20 minutos.
Cuidados após a cirurgia

Após a cirurgia de catarata, o paciente retorna para casa e tem a indicação de permanecer sentado em local confortável. Normalmente a visão retorna ao normal em poucas horas, e o paciente volta a suas atividades normais após poucos dias, não podendo praticar atividades de impacto ou que tenham risco de impacto, como esportes, exercícios físicos ou dirigir. Além disso, outros cuidados devem ser tomados com os olhos, como:

Não esfregar
Não coçar
Não dormir sobre o olho operado nos primeiros dias pós-operatório
Não realizar esforço físico.

Riscos da cirurgia de catarata

A maioria das cirurgias de catarata ocorre sem complicações. No entanto, elas podem acontecer.

Nos dias seguintes a cirurgia, pode acontecer:


Sangramento
Olho machucado ou roxo
Vazamento pela incisão
Infecção ou endoftalmite
Inflamação
Glaucoma
Astigmatismo pronunciado
Descolamento de retina
Laceração da cápsula posterior
Deslocamento da lente intraocular.

Meses após a realização da cirurgia de catarata, pode ocorrer:

Edema macular cistoide
Catarata secundária.

Custos da cirurgia de catarata

Alguns Planos de Saúde cobrem a realização da cirurgia de catarata. Verifique se esse é o seu caso. Os preços variam conforme a cidade e procedimentos que são realizados.
Regulamentação

A cirurgia de catarata é um procedimento aprovado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, pelo Conselho Federal de Medicina e pela Anvisa.

 

Brasília (29/08/2018) – O setor do agro, que representa 23,5% de toda riqueza produzida no país (PIB), apresentou, nesta quarta-feira (29/08), aos candidatos à presidência da República o documento “O Futuro é Agro - 2018 a 2030”. A entrega do documento ocorreu durante encontro com os candidatos, realizado na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília. O texto de 140 páginas sugere ao futuro governante uma agenda moderna, sustentável, de livre mercado (sem tabelamento de preços) e que, se concretizada, levará o país a ampliar em 33% a produção agrícola até 2030.

“O documento não é um rosário de queixas, mas um mapa para o futuro”, resumiu o presidente da CNA, João Martins.

Elaborado pela CNA e pelo Conselho do Agro (integrado por 15 entidades do setor), em parceria com representantes do meio acadêmico e das indústrias do agro (FIESP e UNICA), o documento aponta gargalos e soluções possíveis em questões vitais para a agropecuária. Na logística, por exemplo, o setor elenca como essenciais 34 obras em rodovias, ferrovias, rios e portos (lista de obras em anexo) para a otimização do escoamento dos produtos agrícolas nos próximos 10 anos.

Dez prioridades

Os representantes da agropecuária apresentaram 10 tópicos que consideram importantes para a agenda do setor nos próximos anos (detalhamento no resumo executivo). Eles pedem aos futuros governantes que seja criada uma política de combate à criminalidade no campo, que tem aumentado exponencialmente no interior do país; querem também a universalização da telefonia celular, essencial para a difusão de novas tecnologias entre os produtores e para o aumento da produtividade; e pleiteiam a reforma tributária, com vistas a baratear o custo da produção e tornar os produtos brasileiros mais competitivos no exterior.

Dentre outras prioridades, os representantes do setor sugerem ainda aos potenciais governantes: melhorias no arcabouço jurídico e a criação de um ambiente regulatório mais transparente (reforma trabalhista rural, regularização fundiária, etc.) como forma de garantir mais segurança jurídica no campo; priorização do seguro rural; e apoio a políticas públicas voltadas para o crescimento sustentável. 

Ainda estão entre as prioridades elencadas pelo setor: o compromisso de que sejam firmados acordos internacionais que promovam a competitividade da agropecuária brasileira; a adoção de políticas que fortaleçam o Sistema de Defesa Agropecuária; a ampliação dos recursos destinados à assistência técnica; e o desenvolvimento de políticas públicas focadas na ampliação da produção de biocombustíveis.

As Projeções

O documento entregue aos presidenciáveis faz uma completa radiografia da agropecuária brasileira, com projeção da produção para os próximos anos. Segundo os dados, a safra brasileira de grãos 2029/2030 será de 308,5 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 33% em relação à safra  2016/2017. O Centro-Oeste, com aumento percentual de produção de 45%, e o Sul, com incremento de produção de 35%, serão os principais responsáveis por essa performance.

O setor ressalta que o aumento da produtividade, calcado especialmente em práticas mais modernas, ligadas ao uso da tecnologia da informação e no treinamento de pessoal, será o principal fator de ganho da produção.

Nesse contexto, a média de produção passará dos atuais 3,84 toneladas por hectare (t/h) para 4,2 t/h. Os maiores ganhos, segundo o documento, ficarão por conta do arroz, milho e algodão.

Em relação à carne (bovina, suína e de aves), o país ampliará sua produção em 9,4 milhões de toneladas.

O documento cita também dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), segundo os quais o Brasil terá aumentado em 45,5% as suas exportações de carne em 2027. Ainda segundo os dados da USDA, o Brasil figurará, naquele ano, como o maior exportador mundial de produtos de origem animal, com participação de 42,5% no mercado mundial, seguido dos Estados Unidos, com 27% e da União Europeia, com 9,3%.

O Agro e o PIB

De acordo com os números do documento entregue aos presidenciáveis, os empregos gerados pelo setor correspondem a 32% do total de empregos no país. Em 2017, os excedentes exportados corresponderam a 44% do valor total das exportações brasileiras e o saldo comercial do agronegócio foi positivo em US$ 81,8 bilhões de dólares, enquanto os todos os demais setores da economia tiveram déficit de US$ 14,8 bilhões.

Atualmente, o Brasil vende produtos agropecuários para mais de 140 países e é o maior exportador mundial de açúcar, suco de laranja, café em grãos, complexo de soja (grãos, farelo e óleo) e carne de frango; o segundo maior exportador de carne bovina e milho; e o quarto maior exportador de carne suína.

Segundo projeção da OCDE (bloco dos países mais desenvolvidos), em 10 anos, a demanda mundial por alimentos deverá aumentar em 20%. E o Brasil será responsável pela oferta de 40% dos produtos que farão frente a esse aumento.

Representatividade da CNA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) é a voz do Agro brasileiro.

Criada há 66 anos, a entidade fala em nome dos produtores de todo o país, tendo em sua base 1.949 sindicatos, presentes em 27 federações estaduais.

A CNA representa, organiza e fortalece os produtores, defende seus interesses e apoia a geração de novas tecnologias em parceria com o seu braço de formação profissional, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

O momento traz uma oportunidade histórica para que a CNA construa a base do sindicalismo moderno, capaz de contribuir com autonomia para o salto científico e tecnológico do setor do Agro.

Moderna e efetiva, a CNA será protagonista do projeto de levar o Brasil ao topo da produção mundial de alimentos. O Futuro é Agro.

Conselho do Agro

O Conselho das Entidades do Setor Agropecuário (Conselho do Agro) reúne 15 entidades que representam os produtores rurais de diversas cadeias produtivas e segmentos da agropecuária. O grupo foi criado em 2016 para defender temas de interesse do setor e do país. É um órgão estratégico para propor e avaliar as políticas oficiais destinadas ao setor agrícola, sempre no sentido de modernizá-las e garantir segurança jurídica ao produtor.

Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação Brasileira de Agribusiness (ABAG), Associação Brasileira de Criadores (ABC), Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas (ABRAFRUTAS), Associação Brasileira dos Produtores de Milho (ABRAMILHO), Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA), Associação Brasileira dos Produtores de Soja do Brasil (APROSOJA BRASIL), Conselho Nacional do Café (CNC), Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (FEPLANA), Instituto Brasileiro de Horticultura (IBRAHORT), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Sociedade Nacional da Agricultura (SNA) e Sociedade Rural Brasileira (SRB).

A mandioca é nativa da América do Sul e o cultivo se dá no Brasil todo. No município de Santa Maria da Serra, no Centro-Oeste de SP, ela é o sustento de muitas famílias. O melhor período para o plantio é nos meses mais frios do ano.

O agrônomo Alexandre Bortoloto explica que a mandioca de mesa exige mais cuidados do que a destinada à produção de farinha. As épocas de plantio e de colheita precisam ser respeitadas.

Enquanto a mandioca de mesa tem que ser colhida entre um ano e um ano e meio para preservar a qualidade, a mandioca para farinha pode ficar na terra por bem mais tempo.

Magno Della Coletta é um dos principais produtores da região. Ele cultiva a raiz há 20 anos e produz em média mil toneladas de mandioca de mesa por ano. O negócio prosperou tanto que ele montou uma fábrica de beneficiamento, onde trabalham 80 funcionários.

A mandioca é picada no tamanho padrão e lavada. Além disso, a casca é retirada para facilitar o trabalho da dona de casa, o que acaba agregando valor ao produto.

Outra fábrica instalada no município trabalha com produção de farinha de mandioca do tipo biju. A empresa processa em média 50 toneladas de mandioca por dia, que rendem aproximadamente 15 mil quilos de farinha a cada 24 horas. No final do ano, os pedidos aumentam e o volume de trabalho cresce bastante.

Mais de três mil participantes são esperados na Semana do Clima da América Latina e Caribe, que acontecerá em Salvador, na Bahia, entre os dias 19 e 23 de agosto. Participam do encontro ministros de governo e representantes seniores de agências multilaterais e Organizações Não Governamentais (ONGs). As discussões têm por objetivo impulsionar a resposta da região às mudanças climáticas.

Mais de três mil participantes são esperados na Semana do Clima da América Latina e Caribe, que acontecerá em Salvador, na Bahia, entre os dias 19 e 23 de agosto. Participam do evento ministros de governo e representantes seniores de agências multilaterais e Organizações Não Governamentais (ONGs).

Em cooperação entre o Governo Federal Brasileiro e a cidade de Salvador, a Semana do Clima da América Latina e Carine (LACCW) é organizada através de uma parceria de organizações internacionais e regionais com o principal objetivo de impulsionar a resposta da região às mudanças climáticas. O Ministro do Meio Ambiente do Brasil, Ricardo Salles, e o prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto, participarão de vários eventos durante a semana, incluindo o segmento de alto-nível.

O Ministro de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Argentina, Rabino Sergio Bergman, e a Ministra de Meio Ambiente e presidente designada da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP25) deste ano no Chile, Carolina Schmidt, participam do encontro de alto nível na quinta-feira (22).

Outros oficiais que confirmaram presença são o diretor sênior de Política e Programa de Mudanças Climáticas da ONU, Martin Frick; o presidente e CEO da Associação Internacional de Comércio de Emissões (IETA), Dirk Forrister; o gerente de operações do Banco Mundial no Brasil, Renato Nardello; o enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Cúpula da Ação Climática, Embaixador Luis Alfonso de Alba; o líder da WWF para a Prática de Clima e Energia e presidente da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2014 (COP20) no Peru, Manuel Pulgar-Vidal; e o campeão de alto nível para ação climática do Chile, Gonzalo Muñoz.

Os planos atuais de ações climáticas, conhecidos como Contribuições Nacionais Determinadas (NDCs, da sigla em inglês), não são suficientes para manter o mundo no caminho certo para alcançar o objetivo do Acordo de Paris, que limita o aquecimento global para o mais próximo possível de 1,5°C. Por isso, a Semana do Clima acontece em um momento crítico, onde governos se preparam para submeter o próximo round de NDCs, até 2020. A Semana terá um calendário de atividades dinâmico, que vai demonstrar a ambição climática crescente em toda a região, desde discussões técnicas até diálogos temáticos de alto nível.

As conclusões do encontro vão alimentar os resultados da Cúpula de Ação Climática, organizada pelo secretário-geral da ONU em 23 de setembro, em Nova Iorque, com o objetivo final de impulsionar a ambição climática e acelerar a implementação do Acordo de Paris e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. A Semana do Clima também contribuirá para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP25) que acontecerá em Santiago, no Chile, de 2 a 13 de dezembro de 2019.

São esperados participantes dos 33 países da América Latina e Caribe, além de outras regiões do mundo, somando, até o momento, mais de 90 nacionalidades diferentes. O evento reunirá autoridades nacionais e locais, líderes regionais dos setores públicos e privados e representantes da sociedade civil, incluindo líderes indígenas e jovens, assim como oficiais das Nações Unidas.

As discussões serão no Salvador Hall, um centro de eventos transformado na Cidade do Clima, para receber a Semana com altos padrões de sustentabilidade. O local é totalmente acessível através de transporte público e atenção especial será dada para providenciar alimentação vegetariana e de origem local, evitando também o desperdício de papel e plásticos recicláveis de uso único.

As inscrições para a Semana do Clima estão abertas até as 16 horas do dia 16 de agosto (sexta-feira) neste link.

Sobre as semanas regionais do clima – Organizada todo ano na África, América Latina e Caribe, e na Ásia e Pacífico, as Semanas Regionais de Clima são plataformas colaborativas únicas para governos e partes interessadas não partidárias para abordar as ações climáticas sob uma única ótica e propósitos centralizados. Reunir diversas partes interessadas, dos setores público e privado, em torno de um objetivo comum – abordar a mudança climática – é o principal objetivo das Semanas Regionais de Clima.

Organizadores – Organizado pelo governo federal brasileiro com suporte da cidade de Salvador, a Semana do Clima 2019, é co-organizada pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, com parceria de Marrakech para a Ação Global do Clima, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP), além da parceria da UNEP com a Universidade de Tecnologia da Dinamarca, Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Plataforma Regional para Estratégias de Desenvolvimento Resilientes com Baixa Emissão (LEDS LAC), Organização Latinoamericana de Energia (Olade), Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e Associação Internacional de Comércio de Emissões (IETA).

 

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