26
Sáb, Mai

 

entrevista à rádio Jovem Pan, que o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula precisou ser interrompido para respeitar os limites físicos dos ministros da corte.

"Não há nem o caso de satisfação, era uma circunstância que se impõe diante de um horário e das condições dos juízes para que, se houvesse uma continuidade e se alongassem demasiadamente, isso sobrecarregaria provavelmente com consequências até pela capacidade física", afirmou.

Segundo a presidente do STF, foi preciso marcar a próxima sessão para 4 de abril para que o julgamento seja justo, sereno, tranquilo.

"Estamos lidando com temas da maior importância, como é esse caso específico e os casos que são tratados aqui: liberdade, dignidade, direito à vida, enfim, os direitos fundamentais, direitos constitucionais, e, por isso mesmo, é preciso que se respeite o limite até físico das pessoas", disse.

Ela negou que haja tratamento especial para Lula ou que o julgamento do habeas corpus tenha sido colocado na dianteira da fila.

Disse que seguiu a urgência deliberada pelo relator, Edson Fachin, uma vez que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região julgará na segunda os recursos da defesa de Lula no caso do tríplex. A etapa antecede a ordem de prisão.

"[Lula] nem tem que ser privilegiado, mas também não pode ser destratado pela circunstância de ter um título como este, que foi honroso, que foi levado pelas urnas, de ter sido presidente."

A presidente também falou da necessidade de mudança no vocabulário do Judiciário, uma vez que a população desconhece muitos dos termos utilizados pelos magistrados.

Diante da pressão para pautar o caso Lula e da prisão em segunda instância, Cármen Lúcia se disse tranquila. "Não me sinto pressionada nesse sentido de alguém imaginar que isso passe além do que é a expressão do outro, que eu tenho que escutar."

Questionada se esperava viver essa situação de pressão na corte, a presidente do STF falou que o país vive um momento de muita conturbação e intolerância. "O que nós vivemos hoje não é uma situação nem tranquila, nem um pouco capaz de dar uma resposta de serenidade para as pessoas. Eu não imaginaria nunca viver uma situação de estar no meio de um tumulto tão grande", afirmou.

Sobre o bate-boca na quarta (21) entre Gilmar Mendes e Luís Roberto Barroso, ela comentou: "Melhor e ideal seria que não acontecesse de jeito nenhum, mas nós estamos lidando com seres humanos". E completou: "Não é uma boa visão, realmente, para o tribunal." Com informações da Folhapress.

Stephen William Hawking, físico e pesquisador britânico, morreu aos 76 anos nesta quarta-feira (14) em sua casa na Inglaterra. Hawking se tornou um dos cientistas mais conhecidos do mundo ao abordar temas como a natureza da gravidade e a origem do universo. Também foi um exemplo de determinação por resistir muitos anos à esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa.

A morte foi comunicada por sua família à imprensa inglesa. "Estamos profundamente tristes pela morte do nosso pai hoje", disseram seus filhos Lucy, Robert e Tim. "Era um grande cientista e um homem extraordinário, cujo trabalho e legado viverão por muitos anos", afirmaram em um comunicado. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Hawking nasceu em 8 de janeiro de 1942, exatamente 300 anos após a morte de Galileu, e morreu na mesma data do nascimento de Albert Einstein (14 de março de 1879).

No final da década de 1960, Stephen Hawking ganhou fama com sua teoria da singularidade do espaço-tempo, aplicando a lógica dos buracos negros a todo o universo. Ele detalharia o tema ao público em geral no livro "Uma breve história do tempo", best-seller lançado em 1988.

Em 2014, sua história de vida foi contada no filme "A teoria de tudo", que rendeu o Oscar de melhor ator a Eddie Redmayner, que interpretou o físico no cinema.

A passagem do presidente de facto, Michel Temer, pela Suíça, na semana passada, durante o Fórum Econômico Mundial, de forma praticamente invisível, começa a se explicar melhor a partir do artigo do reverenciado ativista ambiental norte-americana Franklin Frederick. Presente ao Fórum, Frederic lembrou, em artigo publicado na mídia internacional, os conceitos que embalam o governo imposto, no Brasil, após o golpe de Estado, em curso desde Maio de 2016.

Presidente internacional da Nestlé, Bulcke reuniu-se em um jantar com Temer. No cardápio a ser servido, o Aquífero Guarani

“O que Temer chama de ‘reformas’ são o seu programa de privatizações, complementado por medidas que procuram retirar quaisquer barreiras à expansão do capital, sejam elas leis de proteção ambiental ou de direitos de trabalhadores. Como programa político estas ‘reformas’ não têm – nem poderiam ter – nenhum apoio da população e por isso devem ser apresentadas como uma inevitabilidade histórica – ‘não há alternativas”, afirmou Frederick.

Ainda segundo o ativista, “Temer, em Davos, exprimiu sua completa adesão aos objetivos do neoliberalismo – o que já sabemos – porém mais ainda o discurso revelou, para alívio da elite econômica em Davos, que há no Brasil poderes organizados capazes de utilizar diversas formas de violência para sustentar o seu governo e as suas propostas; eliminando a possibilidade de qualquer alternativa.

“Estranhamente, o segundo evento oficial anunciado pelo Fórum em que Temer participaria, um debate público com a participação do Prefeito de São Paulo João Dória, do Presidente do Bradesco, do CEO do Itaú-Unibanco e do CEO da Nestlé, Paul Bulcke, desapareceu da agenda do Fórum. Mas, em um evento fora do programa oficial, um jantar fechado para convidados onde Temer fez a abertura do painel Dando Forma à Nova Narrativa Brasileira, o CEO da Nestlé estava entre os convidados, como informou (o diário conservador paulistano) Folha de São Paulo.

“Ao que tudo indica, decidiram que o presidente Temer e o CEO da Nestlé não deveriam aparecer juntos em público. Afinal, a Nestlé é bem conhecida pelo seu apoio à privatização da água; e que negociações sobre este tema já existem entre a empresa e o presidente Temer é de conhecimento público. A rejeição da maioria da população brasileira à privatização da água parece ter influído em tornar mais discreto o encontro entre Temer e o CEO da Nestlé em Davos”, pontua.

A agenda de Temer em Davos, porém, ainda segundo Frederick, revela a importância do tema água:

“Temer teve encontros privados com o Presidente Global da Ambev, Carlos Brito; e com o CEO da Coca-Cola, James Quincey. Temer também encontrou o CEO da Dow Chemical, Andrew Liveris. A água é a principal matéria prima utilizada pela Coca-Cola e pela Ambev. E ‘por coincidência’, Andrew Liveris faz parte do ‘Governing Council’ do Water Resources Group –WRG – a iniciativa da Nestlé; Coca-Cola e Pepsi para privatizar a água através de parcerias público-privadas. No site oficial do WRG, Andrew Liveris aparece ao lado do ex-CEO da Coca-Cola Muhtar Kent – outro membro do ‘Governing Council’ do WRG”, acrescentou.

Frederick acrescenta que “a Diretora de Comércio e Política de Investimentos da Dow Chemical, Lisa Schroeter, aparece como membro do ‘Steering Board’ do WRG, junto com Dominic Waughray; que é membro também do Comitê Executivo do próprio Fórum Econômico Mundial”.

“A Ambev é parte da AB InBev, grupo que comprou a sua grande rival SABMiller por US$ 107 bilhões numa mega fusão que concentrou ainda mais o mercado das grandes empresas engarrafadoras de água, cerveja e refrigerantes. A SABMiller é uma das empresas fundadoras do WRG… O maior acionista individual do grupo AB InBev é o brasileiro radicado na Suíça, Jorge Paulo Lemann”, sublinha.

Nestlé, Coca-Cola, Pepsi, Ambev; Dow Chemical, WRG e toda esta rede de relações em torno do Fórum Econômico Mundial revelam como o big business se organiza para promover e executar sua agenda de apropriação das riquezas do planeta.

Em um outro artigo, também publicado na mídia internacional, Frederick cita uma reportagem icônica do Correio do Brasi

“Devemos lembrar, primeiro, de um importante artigo publicado pelo jornal Correio do Brasil no dia 22/08/2016 com o título: ‘Multinacionais querem privatizar uso da água e Temer negocia” . O artigo informa que, “segundo revelou um alto funcionário da Agência Nacional de Águas (ANA), em condição de anonimato (…). O Aquífero Guarani , reserva de água doce com mais de 1,2 milhão de km²; deverá constar na lista de bens públicos privatizáveis (…) As negociações com os principais conglomerados transnacionais do setor, entre elas a Nestlé e a Coca-Cola, seguem ‘a passos largos”.

E o autor segue adiante. “É importante lembrar também que, na data deste artigo; a presidente eleita Dilma Roussef ainda enfrentava o julgamento do processo de impeachment. Mas Temer já atuava como Presidente ‘de facto’; ou seja, mesmo antes do golpe consumado, já se negociava a privatização dos recursos naturais brasileiros, a verdadeira razão por trás do golpe.

“Em março próximo o Brasil vai sediar o Fórum Mundial da Água em Brasília. A Nestlé e o Water Resources Group estarão lá; já que este é o Fórum das grandes empresas privadas. As empresas públicas de água brasileiras e ainda mais as águas subterrâneas  e as fontes de água mineral são os  ‘alvos’ que esta proximidade entre Temer e Paul Bulcke indicam. A privatização destas empresas e recursos naturais será; naturalmente, apresentada como a ‘solução’ dentro do Fórum Mundial da Água”, ressalta Frederick.

“Espero que o Fórum Mundial Alternativo da Água que se organiza também em março; como resposta da sociedade civil às políticas neoliberais, reserve um bom tempo e espaço para trocar informações; e analisar as diversas práticas da Nestlé no mundo. Trata-se de uma questão fundamental”, conclui.

 Correio do Brasil

Professores da rede estadual de educação começam nesta sexta-feira (9) uma greve de uma semana. A suspensão das aulas foi confirmada na quinta (8), em encontro da categoria no pátio da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), e vai até 15 de março, quando vai haver nova reunião da categoria.

Segundo a coordenadora geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE-MG), Beatriz Cerqueira, entre as reivindicações da categoria estão o pagamento do piso salarial nacional e o fim do parcelamento dos salários e do 13º. A categoria reivindica ainda atendimento de qualidade no Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg).

A paralisação foi discutida pela manhã entre o conselho do sindicato e, à tarde, com cerca de 5.000 trabalhadores. “A expectativa é que o governo nos apresente uma proposta até 15 de março, principalmente com relação ao piso”, informou.

Beatriz explicou que o piso da categoria no Estado hoje é de R$ 1.982 (para 24 horas semanais), menor que o nacional, de R$ 2.455 (para 40 horas semanais). A sindicalista reclama que, em 2015, o Estado se comprometeu, por meio de lei estadual, a implantar o teto nacional em Minas, o que ainda não foi cumprido.

Outro lado. A Secretaria de Estado de Educação informou, em nota, que se reuniu na manhã de quinta-feira com o sindicato. O governo reiterou sua intenção de valorizar os trabalhadores e de cumprir o acordo assinado em 2015 em sua totalidade. Além disso, o Estado reafirmou na quinta-feira o compromisso com a implantação do piso nacional do magistério, em carta endereçada aos trabalhadores da Educação.

O Estado ainda prometeu os seguintes pontos: o pagamento em oito parcelas do saldo da correção do piso nacional de 2016 (referente aos meses de janeiro a março de 2016) a partir de abril de 2018 e a retomada das nomeações de novos servidores (seriam até 60 mil funcionários).   por  Aline Diniz

 

Mais Artigos...

Página 1 de 2

Festival de Dança de Bambuí

Banner quadrado - I
Banner Quadrado - 1
Banner Quadrado - II
Banner quadrado - 2
Banner Quadrado - III
Banner quadrado - 3
Banner Quadrado - IV
Banner Quadrado - 4
Banner Quadrado - 5