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Sex, Jul
ptenfres

Governador anuncia data de pagamento dos salários
Primeira parcela será paga na próxima quarta-feira (15/4)

O governador Romeu Zema anunciou, nesta quinta-feira (9/4), o pagamento da primeira parcela de abril dos salários dos servidores públicos. Os depósitos serão feitos na próxima quarta-feira (15/4).

Aqueles que ganham até R$ 2 mil receberão o valor integral e funcionários que têm provento maior receberão a primeira parcela no valor de R$ 2 mil.

O governador continua empenhado em encontrar soluções que façam frente à perda de arrecadação, decorrente da pandemia de coronavírus. Tão logo, tenha condições financeiras, anunciará o pagamento do restante do salário. "Apesar de tudo, nós temos conseguido, até este momento, levar adiante os pagamentos. Estamos atrasando alguns dias, mas vamos viabilizar o pagamento da primeira parcela para a próxima quarta-feira. Eu estou otimista com a operação do nióbio, que deveremos ter retorno dos bancos na próxima semana, e queremos anunciar o quanto antes o pagamento da segunda parcela", afirmou.

Nesta quinta-feira, Romeu Zema esteve em Brasília para tratar da crise fiscal mineira com o presidente da República, Jair Bolsonaro, e com os presidentes dos bancos do Brasil, Rubem Novaes, da Caixa Econômica, Pedro Guimarães, e do BNDES, Gustavo Montezano. Das reuniões, saíram possibilidades de ajuda financeira ao Estado que serão aprofundadas pelas equipes técnicas.

Crédito: Gil Leonardi / Imprensa MG

CTI Renato Archer desenvolve microtransformador que coleta energia do meio ambiente
Produto em desenvolvimento usa o processo de energy harvesting e poderá ser usado em sensores, marca-passos e aparelhos auditivos
por ASCOM -
CTI Renato Archer


Equipamento estará disponível para testes a partir de 2021


Um grupo de pesquisadores do Centro de Tecnologia da Informação (CTI) Renato Archer, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), está desenvolvendo um microtransformador que, combinado a outros circuitos eletrônicos, permite a dispositivos como sensores, marca-passos e aparelhos auditivos, dispensarem o uso de baterias e serem alimentados com energia retirada diretamente do ambiente.

O microtransformador tem menos de 1 mm de altura e 4 mm de diâmetro e permite a elevação da tensão aos valores necessários para um aparelho eletrônico de 1 a 5 volts. A tecnologia usa o processo de energy harvesting ou coleta de energia. A ideia é usar a energia solar, térmica ou mecânica, por exemplo, para alimentar dispositivos isolados de dimensões reduzidas.

Um dos coordenadores do projeto, o tecnologista Antônio Telles, explica que, com o crescimento da Internet das Coisas e o uso de sensores cada vez menores, a demanda para essa tecnologia deve aumentar muito. Ele conta que a iniciativa nasceu de sua tese de doutorado.

“A minha tese de doutorado é sobre um circuito que trabalha com tensões muito baixas que seriam alimentadas por um termogerador. No CTI, conversando com colegas, houve uma sinergia porque já havia algumas técnicas de encapsulamento de circuitos integrados e módulos multichips que acabaram convergindo para a possibilidade de a gente construir pequenos componentes que seriam utilizados nos sistemas de coleta de energia”, revela.

O coordenador do Núcleo de Empacotamento Eletrônico (NEE) do CTI, Ricardo Cotrin Teixeira, detalha que a energia coletada do ambiente gera uma tensão insuficiente para o funcionamento de aparelhos eletrônicos. Daí vem a importância do microtransformador em desenvolvimento.

“O transformador pode usar várias fontes conforme o que estiver disponível. Há células solares, termopilhas, que são dois metais soldados que criam tensão a uma certa temperatura. Só que é uma tensão muito baixa e a gente precisa elevá-la para uma condição que seja utilizável. Aí é que entra o transformador”, diz.

O microtransformador está sendo desenvolvido pelo NEE e pelo Núcleo de Concepção de Sistemas de Hardware (NCSH) do CTI e está na fase de protótipo. A previsão é de que esteja disponível para testes no segundo semestre de 2021.

CTI

O CTI Renato Archer tem como focos de atuação a microeletrônica, componentes eletrônicos, sistemas, mostradores de informação, software, aplicações de TI, robótica, visão computacional, tecnologias de impressão 3D para indústria e medicina, e softwares de suporte à decisão. O centro possui integração com a academia e setor produtivo, de forma a estimular um ciclo de pesquisa e desenvolvimento diversificado, focado em prover soluções para o mercado.

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