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Pesquisadores do IFMG Piumhi representam o Brasil em conferência da União Europeia

Resultados da linha de pesquisa “Modelagem da Informação da Cidade” (CIM – City Information Modeling), coordenada pelo professor Humberto Melo, no IFMG Piumhi, foram apresentados no Congresso SBE19Brussels - BAMB-CIRCPATH - BUILDINGS AS MATERIAL BANKS: A PATHWAY FOR A CIRCULAR FUTURE (Construções como um banco de materiais: Um caminho para um futuro circular), que aconteceu entre os dias 05 e 07 de fevereiro em Bruxelas, Bélgica.

O primeiro trabalho é uma parceria entre IFMG e SAAE Piumhi, intitulado “Implementation of City Information Modeling (CIM) concepts in the process of management of the sewage system in Piumhi, Brazil” (Implementação de conceitos de CIM no processo de gerenciamento da rede de esgotos em Piumhi, Brasil), o qual conta com a colaboração da professora Stella Tomé, do servidor do IFMG Bambuí Mauro Henrique Silva e com os estudantes bolsistas Marina Molinar e Diego Brenner.

O outro trabalho, intitulado “The importance of City Information Modeling (CIM) for cities’ sustainability” (A importância da Modelagem da Informação da Cidade para a sustentabilidade das cidades), foi apresentado pelo estudante Hiago Dantas, tendo sido orientado pelos professores Humberto Melo e José Manuel de Souza. Este trabalho foi desenvolvido durante intercâmbio estudantil realizado no ISEP (Instituto Superior do Porto).

Os dois artigos tiveram um público que demonstrou um interesse surpreendente, fazendo perguntas e sugestões para futuros trabalhos. O professor Humberto Melo relatou ainda que os brasileiros foram abordados por pesquisadores da China, Portugal e França, os quais demonstraram interesse em compartilhar conhecimentos e buscar soluções em conjunto. Ambos trabalhos compuseram a sessão "BIM and digitalisation towards high reuse potential and circular economy" (BIM e digitalização para um elevado potencial de reutilização e economia circular).

Das várias ações já executadas nessas pesquisas, destacam-se o cadastramento e georreferenciamento da rede de esgoto do município, levantamento de dados de campo, desenvolvimento de modelagem computacional que oferecerá aparato tecnológico para que o SAAE Piumhi alcance melhorias na prestação de seus serviços, além do aporte intelectual que a pesquisa vem proporcionando aos pesquisadores através das apresentações em eventos regionais, nacionais e internacionais.

Os pesquisadores ainda participaram de visita técnica à Vrije Universiteit em Bruxelas, onde conheceram o laboratório piloto de Retrofit Circular. Neste laboratório foi possível ver experimentos e o desenvolvimento de soluções que visam o Projeto de Edificações Reversíveis, o qual pode trazer diversos ganhos como, por exemplo, prevenir ou minimizar a geração de resíduos da construção.

“O congresso possibilitou notar a ênfase que os pesquisadores europeus têm dado na busca por soluções sustentáveis na construção civil, o que vai de encontro às pesquisas desenvolvidas no IFMG Piumhi que buscam soluções inovadoras, eficientes, de imediata aplicação pelos gestores públicos e que podem trazer o aumento da qualidade de vida da população”, afirma o professor.

Os trabalhos apresentados estão publicados no Jornal Eletrônico IOP Conference Series Earth and Environmental Science e podem ser acessados através dos links abaixo:

H C Melo et al. Implementation of City Information Modeling (CIM) concepts in the process of management of the sewage system in Piumhi, Brazil. 2019 IOP Conf. Ser.: Earth Environ. Sci. 225 012076. Disponível em https://iopscience.iop.org/article/10.1088/1755-1315/225/1/012076.

H S Dantas et al. The Importance of City Information Modeling (CIM) for Cities' Sustainability. 2019 IOP Conf. Ser.: Earth Environ. Sci. 225 012074. Disponível em https://iopscience.iop.org/article/10.1088/1755-1315/225/1/012074.

Outros trabalhos publicados no jornal podem ser encontrados no link https://iopscience.iop.org/issue/1755-1315/225/1.

 

A partir de dezembro de 2019, todas as escolas brasileiras devem estar completamente adaptados às diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Uma dessas diretrizes diz respeito à resolução de problemas dentro do contexto da Educação Financeira. Segundo a BNCC, no ensino agora “podem ser discutidos assuntos como taxas de juros, inflação, aplicações financeiras (rentabilidade e liquidez de um investimento) e impostos”. Além disso, a Base também diz que essa abordagem “favorece um estudo interdisciplinar envolvendo as dimensões culturais, sociais, políticas e psicológicas, além da econômica, sobre as questões do consumo, trabalho e dinheiro”.

De acordo com Lélia Longen Fontana, coordenadora editorial de Matemática da Conquista Solução Educacional, a orientação não é nova, uma vez que os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) já refletiam sobre a colaboração que a Matemática tem a oferecer com foco na formação da cidadania, de modo que os alunos fossem capazes de posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais. “Nos últimos anos, o ensino de Matemática tem valorizado a resolução de problemas. A diferença agora é que a Base deixa claro que devemos envolver contextos relacionados à Educação Financeira em todas as escolas, públicas e privadas”, expõe.

Essas mudanças estipuladas pela BNCC já estão aprovadas e entrando em vigor para os alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental. Já para o Ensino Médio, Lélia explica que a Educação Financeira é importante, trabalhando também a compreensão do sistema monetário nacional e mundial, “o que é essencial para uma inserção crítica e consciente no mundo atual”. Para ela, ensinar os alunos a lidar com o dinheiro é muito importante, principalmente porque eles podem ser agentes multiplicadores dessas discussões junto às suas famílias. “As experiências vividas ao longo da infância e da adolescência influenciam na formação de aspectos relacionados à cidadania. A educação financeira está diretamente relacionada à construção da cidadania. Em tempos de consumismo desenfreado, é preciso desenvolver o senso crítico dos alunos em relação ao consumo. Além disso, discutir aspectos ligados ao desequilíbrio financeiro, à falta de planejamento, ao desemprego e seus efeitos nas famílias torna-se relevante. Portanto, educar sob o olhar da Educação Financeira é uma maneira de preparar crianças e jovens para o futuro, favorecendo sua formação cidadã e tornando-os capazes de estabelecer julgamentos, tomar suas próprias decisões e atuar de forma crítica em relação aos problemas colocados pela vida em sociedade”, conclui.

Na Conquista Solução Educacional um dos pilares é a Educação Financeira, desde antes da obrigatoriedade do assunto. Um exemplo é o material Empreendedorismo e Educação Financeira, desenvolvido para os anos iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano), que anualmente apresenta quatro temas diferentes envolvendo consumo consciente, sustentabilidade, planejamento financeiro, responsabilidade social, entre outros, utilizando a linguagem adequada a cada faixa etária. Esse envolvimento, segue também uma das orientações explicitadas na BNCC: “cabe aos sistemas e redes de ensino, assim como às escolas, em suas respectivas esferas de autonomia e competência, incorporar aos currículos e às propostas pedagógicas a abordagem de temas contemporâneos que afetam a vida humana em escala local, regional e global, preferencialmente de forma transversal e integradora”.


 

Logo começará mais um ano letivo e milhares de crianças tem a possibilidade de rever amigos e professores. Também é a época em que outras tantas crianças ingressam pela primeira vez na escolinha. Todas precisarão de muita atenção dos pais para os diversos itens que permeiam o universo escolar, especialmente nos aspectos comportamentais.

Segundo o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, da MBA Pediatria e Nefrologia, os novatos necessitam de uma preparação, orientações: “É o primeiro momento de “grande” separação entre a criança e os pais, isto frequentemente gera sensação de insegurança em ambos. Por isso, o primeiro passo para os pais ajudarem os seus filhos a aceitarem bem esta nova e importante etapa de sua vida é terem a certeza da decisão que estão tomando e do lugar e pessoas com quem estão deixando os seus filhos. É pela confiança dos pais que se inicia a confiança dos filhos”, aconselha.

Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria, Sylvio Renan reforça que não há muito que explicar aos pequenos, mas há como mostrar o quanto será bom e divertido a oportunidade de eles estarem com outras crianças, e também com outros adultos que lhes cuidarão com tanto carinho quanto os pais. Quanto ao incentivo, nada melhor que mostrar as coisas novas e legais que terão na escola, como aprender e brincar.

Para os maiores, e que regressam para o ambiente escolar, o grande trabalho já foi feito e, em geral, muitos adoram o retorno à escola em que poderão dividir com os outros colegas os acontecimentos que passaram durante as férias.

Do jardim de infância ao ensino médio, nem tudo são flores. Entre os percalços estão questões ligadas ao bullying, por exemplo. Mesmo sendo um tema muito discutido ultimamente, o pediatra Sylvio Renan alerta que é preciso ficar atento a possíveis comportamentos arredios do adolescente e da criança, especialmente se não se mostrar feliz em querer retornar à escola.

O pediatra aponta que tristeza, raiva, choro e sintomas de doença sem causa aparente, especialmente na hora de ir à escola, são alguns dos sinais de que a criança pode estar com algum problema de relacionamento. “O trabalho dos pais aqui também se baseia na confiança e na amizade que precisam demonstrar a seus filhos, assegurando-os que podem se abrir e confiar plenamente neles para a solução de qualquer problema”.

Para os pais, é importante lembrar que em todos os aspectos e fases a criança deve se sentir compreendida e reconfortada. Com diálogo próprio para cada idade, os pais podem (e devem) conscientizar seus filhos de que a escola não é apenas uma obrigação, mas um espaço saudável para o corpo, a mente e alma, que trará benefícios e realizações no futuro.



A sociedade atual tem como característica relevante o fenômeno da hiperconexão, em que informações, serviços e produtos podem ser acessados a qualquer momento e em qualquer lugar. O uso da internet faz parte do cotidiano de milhões de pessoas em âmbito global e, particularmente, no Brasil onde se destaca o acesso por meio dos smartphones, como mostra pesquisa IBGE/PNAD, de 2016. Essa facilidade de acesso traz imensos benefícios, ao mesmo tempo que gera diversos problemas tanto para a vida pessoal como para o ambiente de trabalho.
Os termos cyberloafing, em língua inglesa, e “uso pessoal da web” são utilizados na literatura científica para designar o envolvimento de profissionais, de forma regular, em atividades não relacionadas ao trabalho por meio do acesso à internet e foram reconhecidos como uma forma de comportamento de trabalho contraproducente, que pode prejudicar as organizações. Essas atividades incluem: navegar na internet, participar de jogos on-line ou, simplesmente, acessar e-mails pessoais. As consequências organizacionais do cyberloafing podem variar desde a distração de funcionários até o esgotamento do uso de recursos empresariais ou da segurança da empresa (por exemplo, desempenho de rede mais lento ou vírus de computador).
Recente pesquisa de doutorado da Universidade de Brasília com profissionais da área de infraestrutura de Tecnologia da Informação (TI) do Distrito Federal confirma o acesso constante à internet durante o horário de trabalho, mediante uso do telefone celular. Os assuntos mais pesquisados são as novidades da area de TI (sem relação imediata com as atividades profissionais); política e economia; e lazer/entretenimento.
O WhatsApp é a ferramenta mais usada pelos profissionais para troca de mensagens sobre assuntos pessoais e também sobre tarefas do trabalho. A maior parte das mensagens é direcionada para família e amigos, mas há também um fluxo constante de mensagens relativas ao trabalho. Além disso, muitos acessos são direcionados às redes sociais, principalmente, Facebook e Instagram. Os profissionais pesquisados explicaram que o principal motivo para acessar a internet é a “atualizacão” sobre os ultimos acontecimentos”.
A pesquisa mostra, ainda, que a busca de informações sem relevância, durante o horario de trabalho causa tanto impactos positivos quanto negativos nas atividades dos profissionais de TI. Os pontos positivos citados foram a redução de estresse, a diversidade em relação às rotinas diárias ou ainda um intervalo periódico para os profissionais recarregarem o nível de energia e aumentarem o desempenho no trabalho. Os pontos negativos abrangem a quebra do raciocínio, a perda de foco, o desvio da atenção e o uso do tempo, de forma não apropriada.
As organizações, por outro lado, utilizam políticas para regulamentar o uso da internet, como bloqueio de acesso via rede corporativa e outros mecanismos técnicos para controle de acesso aos sites e redes sociais. Porém, essas medidas nem sempre são efetivas ao se considerar que a maior parte do uso ocorre pelo telefone celular. Além disso, elas podem causar descontentamento entre os profissionais, com repercussão no comportamento laboral, inclusive, possíveis atitudes de retaliação. Diante desse cenário, é importante que se recorra, a posteriori, ao uso de relatórios gerenciais e estratégias de acompanhamento da produtividade dos profissionais. Isso porque as organizações precisam repensar, urgente, as formas de gestão, por exemplo, com uso de avaliação de resultados de projetos e/ou produtividade quando se referir a tarefas operacionais.

Fonte : Correio Brasiliense -Kelley Cristine Gonçalves Gasque e Maria Albeti Vieira Vitoriano
22/09/2018

 
 
 

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