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Qua, Nov
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Esses deveres já existem,  pois decorrem da Constituição Federal e da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Isto significa que os professores já são obrigados a respeitá-los , embora muitos não o façam, sob pena de ofender:


- a liberdade de consciência e de crença e a liberdade de aprender dos alunos (art. 5º, VI e VIII; e art. 206, II, da CF);
- o princípio constitucional da neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado (arts. 1º, V; 5º, caput; 14, caput; 17, caput; 19, 34, VII, ‘a’, e 37, caput, da CF);


-o pluralismo de ideias (art. 206, III, da CF);


-e o direito dos pais dos alunos sobre a educação religiosa e moral dos seus filhos (Convenção Americana sobre Direitos Humanos, art. 12, IV).


Portanto, o único objetivo do Programa Escola sem Partido é informar e conscientizar os estudantes sobre os direitos que corres-pondem àqueles deveres, a fim de que eles mesmos possam exercer a defesa desses direitos, já que dentro das salas de aula ninguém mais poderá fazer isso por eles.

Por uma lei contra o abuso da liberdade de ensinar

A doutrinação política e ideológica em sala de aula ofende a liberdade de consciência do estudante; afronta o princípio da neutralidade política e ideológica do Estado; e ameaça o próprio regime democrático, na medida em que instrumentaliza o sistema de ensino com o objetivo de desequilibrar o jogo político em favor de um dos competidores.
Por outro lado, a exposição, em disciplina obrigatória, de conteúdos que possam estar em conflito com as convicções morais dos estudantes ou de seus pais, viola o art. 12 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, segundo o qual “os pais têm direito a que seus filhos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.”
Essas práticas, todavia, apesar de sua manifesta inconstitucionalidade e ilegalidade, tomaram conta do sistema de ensino. A pretexto de “construir uma sociedade mais justa” ou de “combater o preconceito”, professores de todos os níveis vêm utilizando o tempo precioso de suas aulas para “fazer a cabeça” dos alunos sobre questões de natureza político-partidária, ideológica e moral

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Que fazer para coibir esse abuso intolerável da liberdade de ensinar, que se desenvolve no segredo das salas de aula, e tem como vítimas indivíduos vulneráveis em processo de formação?


Nada mais simples: basta informar e educar os alunos sobre o direito que eles têm de não ser doutrinados por seus professores; basta informar e educar os professores sobre os limites éticos e jurídicos da sua liberdade de ensinar.
É isso, e apenas isso, o que propõe a Escola sem Partido nos anteprojetos de lei que se veem abaixo.
Esperamos que Governadores e prefeitos, deputados estaduais e vereadores aproveitem os anteprojetos e suas justificativas para apresentá-los como projetos de lei às suas respectivas casas legislativas.


Contamos com a ajuda de todos para divulgar e promover essa importante iniciativa.
Em uma sala de aula, a palavra é do professor, e os estudantes estão condenados ao silêncio. Impõem as circunstâncias que os alunos sejam obrigados a seguir os cursos de um professor, tendo em vista a futura carreira; e que ninguém dos presentes a uma sala de aula possa criticar o mestre. É imperdoável a um professor valer-se dessa situação para buscar incutir em seus discípulos as suas próprias concepções políticas, em vez de lhes ser útil, como é de seu dever, através da transmissão de conhecimento e de experiência cientifica.

 

Brasil 'empata' em desigualdade e toma goleada da Rússia em educação

O índice de pessoas que não cursaram o ensino médio no Brasil representa mais do que o dobro da média da OCDE. Na Costa Rica e no México, o percentual é ainda maior que o do Brasil: 60% e 62%, respectivamente, os mais elevados do estudo.

Outros países latinoamericanos, contudo, têm melhor desempenho que o Brasil. Na Argentina, 39% dos adultos na faixa de 25 a 64 anos não concluíram o ensino médio, no Chile, o percentual é de 35% e, na Colômbia, de 46%.


O estudo abrange as 36 economias da OCDE, a maioria desenvolvidas, e dez países parceiros da organização, como África do Sul, Argentina, China, Colômbia, Índia, Rússia e Brasil.
Direito de imagem Mariana Leal/MEC
Image caption Mais da metade dos adultos (52%) com idade entre 25 e 64 anos não concluíram o ensino médio

"Na maioria dos países da OCDE, a ampla maioria dos jovens adultos, com idade entre 25 e 34, tem pelo menos a qualificação do ensino médio. Em poucas décadas, o ensino médio passou de um veículo de ascensão social ao mínimo exigido para a vida em uma sociedade moderna", afirma o relatório.

Segundo a organização, os que deixam a escola antes de completar o ensino médio enfrentam não apenas dificuldades no mercado de trabalho, com menores salários, mas também têm competências cognitivas - memória, habilidades motoras, atenção, entre outras - bem inferiores aos das pessoas que possuem essa formação.

A organização também ressalta o número relativamente baixo de alunos com mais de 14 anos de idade inscritos em instituições de ensino no Brasil.

Apenas 69% daqueles entre 15 e 19 anos e somente 29% dos jovens de 20 a 24 anos estão matriculados, de acordo com a OCDE. A média nos países da organização é, respectivamente, de 85% e 42%.
 OCDE afirma que os que deixam a escola antes de completar o ensino médio enfrentam dificuldades no mercado de trabalho

O Brasil enfrenta ainda "desigualdades regionais significativas" em relação ao ensino superior, diz o relatório.

No Distrito Federal, 33% dos jovens adultos chegam à universidade. No Maranhão, o Estado com o menor PIB per capita, esse número é de apenas 8%.

Essa disparidade regional entre alunos que conseguem atingir o ensino superior no Brasil "é, de longe, a maior na comparação com toda a OCDE e países parceiros", incluindo grandes países como os Estados Unidos e a Rússia, que também possuem várias áreas de diferentes tamanhos e populações.

"Assegurar que as pessoas tenham oportunidade de atingir níveis adequados de educação é um desafio crítico. O acesso ao ensino superior vem crescendo no Brasil, mas ainda é uma das taxas mais baixas entre a OCDE e países parceiros, e está abaixo de todos os outros países da América Latina com dados disponíveis", ressalta o estudo, citando a Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica e México.

Image caption Apesar do Brasil investir uma fatia importante de seu PIB na educação, os gastos por aluno no Brasil, em especial com os do ensino básico, são baixos

No Brasil, 17% dos jovens adultos com idade entre 24 e 34 anos atingem o ensino superior. Em 2007, o índice era de 10%. Apesar da melhora, o desempenho ainda está cerca de 27 pontos percentuais abaixo da média da OCDE.

"Para melhorar a transição entre o ensino e o mercado de trabalho, independentemente do cenário econômico, os sistemas de educação têm de se assegurar que as pessoas tenham as competências exigidas na vida profissional", diz a organização.

Segundo a OCDE, apesar do Brasil investir uma fatia importante de seu PIB na Educação, os gastos por aluno, sobretudo no ensino básico, são baixos.

O Brasil destina cerca de 5% do PIB à rubrica (dados de 2015), acima da média de 4,5% do PIB dos países da OCDE, diz o relatório.

 No Maranhão, apenas 8% dos jovens adultos chegam à universidade

O governo brasileiro gasta, porém, cerca de US$ 3,8 mil por estudante no ensino fundamental e médio, menos da metade dos países da OCDE.

A despesa com os estudantes de instituições públicas de ensino superior, no entanto, é quatro vezes maior, US$ 14, 3 mil, pouco abaixo da média da OCDE, que é de US$ 15,7 mil.

A diferença de gastos por estudante entre o ensino superior e o básico no Brasil é o maior entre todos os países da OCDE e economias parceiras analisadas no estudo da organização

Fonte BBC .

“Poesia é quando uma emoção encontra seu pensamento e o pensamento encontra palavras!”

 

Quando eu era professora primária, tive a sorte de ter alunas(os) muito inteligentes, crianças obedientes e muito estudiosas! Aquelas crianças inspiravam-me a ir em frente, em minha grande missão de educar! Quando estava em sala de aula esquecia o mundo, a minha casa, meu esposo e meus filhos!
Lembro-me muito bem de uma colega que dizia com o seu “carioquês’’, puxando um “s” ao falar:
-“Não acho que alguém dê aula por esporte!”
Respondia entusiasmada que esta pessoa era eu!
- “Adoro estar em sala de aula para educar, ensinar, brincar, cantar, transmitir tudo o que sei aos meus pequenitos.
Gostava de ver os seus olhinhos brilhantes espertos e atentos quando contava uma estória, uma poesia, dava uma aula de matemática,música ou uma composição.
Dizia sempre as minhas colegas de escola que Deus me dera um dom maravilhoso de ensinar. E notava que as crianças tinham facilidades em aprender tudo que transmitia a elas.
Doce professorinha, que durante vinte e seis anos era incansável na arte de ensinar as suas lindas criancinhas!
Recentemente uma criaturinha meiga, de voz suave veio até a mim, convidando-me para ir até a sua sala de aula para conversar com suas crianças à respeito de minhas poesias. Pois bem esta pessoinha encantadora foi uma de minhas inteligentes ex-alunas, dizendo-me que fui uma de suas professoras que a inspirara em seu Projeto de Literatura para resgatar os poemas e autores clássicos. Hoje, ao resgatar esses autores e poemas clássicos, ela lembra com carinho das poesias aprendidas em sala de aula em sua infância. Imaginem vocês a minha alegria e satisfação em pensar que servi de exemplo para essa querida ex-aluna e hoje uma excelente professora!
É lógico que aceitei este agradável convite, comparecendo-me em sua sala de aula, no quarto ano do ensino fundamental 1, do Centro Educacional Evolução, cujas diretoras: D. Maria Tereza de Miranda Carvalho, Fabiana Maria Barbosa, e Flávia de Miranda Carvalho receberam-me tão carinhosamente!
Adorei passar horas agradáveis falando de minhas poesias e sobre alguns autores clássicos àquelas crianças que tão educadamente receberam-me !
Admiravelmente ouvia com atenção as poesias recitadas pelas crianças que foram feitas em sala de aula com variados temas propostos pela D.Rut como: “Quero ser um poeta , Amigo ,Meu pai Parabéns Dr.Rut Evaristo!
Recitar poesia é um caminho para a sensibilidade! A leitura de poemas pode proporcionar aos momentos de intenso prazer no contato com a linguagem, pois se aprende muito com a língua, lendo, ouvindo, recitando ou se deliciando com os sons e as rimas presentes em um poema.


“Felizes são os alunos que têm uma professora que gosta de poemas.”

"

Kelley Cristine Gonçalves Dias Gasque – Professora da Faculdade de Ciência da Informação / Universidade de Brasília
Janaina Fialho – Professora do Departamento de Ciência da Informação / Universidade Federal de Sergipe

 

Nos últimos anos, deparamo-nos com um conceito muito abordado no nosso cotidiano: fake news, traduzido por notícias falsas. Pode-se compreender o conceito como a fabricação de notícias falsas, que imitam o conteúdo da mídia na forma, mas não no processo ou na intenção da organização. Estas notícias objetivam criar tumultos e gerar imprecisão na compreensão da informação. O fenômeno ainda requer muitas pesquisas, mas a literatura mostra que a evolução dos métodos automatizados de detecção de fraudes pode ser aliado poderoso no combate às fraudes, desde que a sociedade se conscientize da necessidade de uma mudança na forma de pensar, aprender e agir.
Um artigo publicado, em 2015, por pesquisadores da University of Western Ontario, no Canadá, sobre métodos de detecção automática mostra dois tipos de abordagens para lidar com as notícias falsas, quais sejam, as linguísticas e as baseadas em redes. No primeiro caso, o conteúdo das mensagens falsas é extraído e analisado para associar padrões de linguagem a fraude; e na segundo caso, as informações de rede, como metadados de mensagens ou consultas a redes estruturadas de conhecimento, podem ser aproveitadas para fornecer medidas de fraude agregadas. Os pesquisadores concluem o artigo afirmando que o uso da abordagem híbrida, isto é, a junção entre a linguística e a baseada em rede possibilita resultados de alta precisão em tarefas de classificação, dentro de domínios limitados.


Outro artigo mais recente publicado na revista Science (2018) sustenta sobre a necessidade de uma abordagem mais ampla, capaz de conter o fluxo e a influência de notícias falsas na sociedade. Tal abordagem deve abranger mudanças estruturais destinadas a evitar a exposição de indivíduos a notícias falsas, por meio do uso de ferramentas de detecção e também capacitá-los para avaliarem as notícias falsas que encontram. Neste contexto, surge o conceito de pós-verdade, o qual propõe que, em determinadas circunstâncias, emoções e crenças pessoais têm mais influência para moldar a opinião pública do que fatos objetivos

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O referido artigo mostra que a questão do julgamento humano é complexa, pois é necessário considerar os vários vieses que os indivíduos desenvolvem ao lidar com as novas informações. Indivíduos, em geral, só questionam a credibilidade de uma informação, quando elas se opõem as suas crenças. Além disso, é necessário considerar que as pessoas preferem informações que confirmem as crenças preexistentes (exposição seletiva) e diminuam as informações dissonantes, bem como estão
mais inclinadas a aceitar informações que lhes agradem (viés de desejabilidade). Além dos fatores citados, há muitos outros que podem influenciar na detecção das notícias falsas. Portanto, a abordagem proposta pelo artigo da Science de unir esforços humanos e ferramentas de automação pode propiciar diretrizes mais concretas de ação. O artigo ressalta ainda que esse esforço deve ter amplitude para criar um ecossistema de notícias e uma cultura que valorize e promova a verdade
Considerando a necessidade da criação desse ecossistema e corroborando a ideia de unir esforços da ciência da computação e também de outras áreas, é importante abordar o trabalho dos profissionais que podem atuar como mediadores no acesso à tecnologia, os quais podem contribuir significativamente para a mudança do status quo, tais como bibliotecários e cientistas da informação. Ambos se ocupam da tarefa de mediar o acesso das pessoas à informação, ajudando-as a usarem a informação de forma crítica e seletiva, dando credibilidade às fontes devidas.


Esse processo de aprendizagem, denominado letramento informacional, surgiu nos Estados Unidos a partir da década de 1970 com a preocupação de ajudar as pessoas a lidarem com o crescimento exponencial da informação, no entanto começou a ficar mais robusto a partir da década de 1990, com o surgimento de propostas de conteúdos de aprendizagem para serem trabalhados na educação formal, em serviço e continuada. O letramento informacional fundamenta-se em um novo paradigma de aprendizagem, em que se considera que saber buscar informação e usá-la eficaz e eficientemente para tomar decisões e resolver problemas é mais importante do que a simples memorização de conteúdos de maneira não compreensiva. O foco é na aprendizagem ativa e autônoma, em que os aprendizes desenvolvem competências para identificar e delimitar problemas; identificar canais e fontes confiáveis de informação; selecionar e avaliar informações de acordo com os objetivos; organizar e transformar a informação em conhecimento, e por fim , saber comunicar o conhecimento adquirido.


As competências citadas abrangem inúmeras habilidades e objetivos de aprendizagem, as quais precisam ser distribuídas e trabalhadas ao longo do currículo, preferencialmente por meio de abordagem de projetos. Tal processo deve ser iniciado na educação básica, por meio da intervenção orientada de bibliotecários nas escolas e bibliotecas bem estruturadas. O bibliotecário, juntamente com o professor, poderá trabalhar para desenvolver o letramento informacional junto às crianças. As pesquisas da área mostram que a implementação de programas de letramento informacional é fundamental para a formação de pessoas com autonomia para lidar com a informação, essencial na sociedade da aprendizagem, em que os pilares de desenvolvimento centram-se na grande produção de informação, no uso intensivo das tecnologias de comunicação e informação e no processo de aprendizagem permanente. Porém, esses conteúdos ainda não fazem parte, de forma organizada e sistêmica dos currículos brasileiros, o que traz graves problemas para a educação e a sociedade. Uma questão que precisa ser urgentemente abordada. Referências

BEZERRA, Arthur Coelho; CAPURRO, Rafael; SCHNEIDER, Marco. Regimes de verdade e poder: dos tempos modernos à era digital. Liinc em Revista, Rio de Janeiro, v. 13, n.2, p. 371-380, nov. 2017.

CONROY, N. J., RUBIN, V. L.; CHEN, Y. Automatic deception detection: Methods for finding fake news. Info. Sci. Tech., v. 52, n. 1-4, 2015. Disponível em: <https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/pra2.2015.145052010082>. Acesso em: 10 abr. 2018.

LAZER, David M. J. The science of fake news. Science 09, v. 359, mar. 2018, n. 6380, pp. 1094-1096.

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