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Sáb, Jun
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Produtores rurais mineiros enfrentam obstáculos para produzir e escoar alimentos. Sistema FAEMG levanta os problemas e busca soluções

 

 

O impacto da pandemia do coronavírus no campo é crescente e preocupante. Por isso, as equipes do Sistema FAEMG têm acompanhado o que está ocorrendo nas cadeias produtivas e buscado soluções para ajudar os produtores rurais. Entre os problemas mais graves, está a dificuldade de comercialização por causa do fechamento de bares, restaurantes, empórios e outros estabelecimentos. Essa é a situação tanto o produtor de queijo Ivair José de Oliveira, de São Roque de Minas (Serra da Canastra) como a do piscicultor Rodrigo Borges Botrel, de São José da Barra (Furnas).

Com o fechamento do comércio, as vendas do Ivair caíram mais de 80%. A logística para distribuição ficou complicada. E ainda não tem recebido pagamentos por queijos já entregues. Com isso, foi forçado a reduzir a produção, diminuir o salário dos colaboradores e não sabe o que vai fazer para pagar os empréstimos que estão para vencer.

Já Rodrigo Borges Botrel, da Fazenda Grotão – Piscicultura Barra Velha, observa que, além de ter perdido clientes, está com dificuldades para receber a ração para peixes e teme pela redução drástica dos preços causada pela da alta na oferta (tinha produtor segurando filé de tilápia para vender na Semana Santa e já começou a liberar por não ter para quem vender). Diante disto, ele se preocupa em como vai manter a criação nos tanques-rede para ter peixe para vender no fim do ano.

“Estamos isolados na roça nesta situação difícil. Estou vendendo um pouco de leite, mas não é suficiente. A queijaria está cheia e estamos sem saber o que fazer. Está triste.”

Ivair José de Oliveira, proprietário do Queijo do Ivair

“Com o coronavírus, fechou tudo e o turismo acabou. A ração não está chegando e ficaremos sem peixe com peso adequado, o que é ruim. Está na época de chegar a produção do Paraná, que vai aumentar a oferta e derrubar os preços. Também precisamos de linhas de financiamentos, do BNDES, por exemplo, para atender à piscicultura. Sem isso, muitos produtores, principalmente os pequenos e médios, vão quebrar.”

Rodrigo Borges Botrel, sócio da Piscicultura Barra Velha

“Ainda é cedo para estimarmos todas as perdas econômicas do agronegócio no estado em decorrência da pandemia do coronavírus. Mas seguiremos fazendo levantamentos dos problemas junto às cadeias produtivas para buscarmos as melhores alternativas e soluções para os produtores rurais mineiros.”

Aline Veloso, coordenadora da Assessoria Técnica do Sistema FAEMG

 

AÇÕES

- O Sistema FAEMG tem participado ativamente de articulações junto à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) para apresentar as necessidades dos produtores rurais mineiros ao Comitê Extraordinário Covid-19 de Minas Gerais.

 

Resultados de articulações:

Retorno das feiras livres, que são canais de comercialização dos produtores rurais, com adequações necessárias e orientação aos agricultores. Em Viçosa, feiras de quarta e sábado já foram retomadas.
A partir de solicitações do Sistema FAEMG, o deputado estadual Coronel Henrique, presidente da Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembleia Legislativa, protocolou vários pedidos com demandas dos produtores. Entre elas, a inclusão da vacinação contra gripe como prioritária para funcionários de laticínios, cooperativas e outras agroindústrias, como aves e suínos.
Encaminhamento de solicitação à Seapa e aos Ministérios da Agricultura e da Educação para dar continuidade aos programas de compras da agricultura familiar, para alimentação escolar e programa de aquisição de alimentos (PAA). Foram liberados produtos às famílias das crianças que estudam nas escolas públicas.
Possibilidade, pelo Ministério da Agricultura, da dilatação do prazo de validade da DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf) por 180 dias.

- A Assessoria Jurídica da FAEMG vem orientando os Sindicatos de Produtores Rurais e agricultores em casos de cerceamento/barreiras que podem impedir o transporte de insumos e alimentos, em decorrência de decretos municipais de isolamento. A manutenção do abastecimento, principalmente de perecíveis, e o transporte de cargas vivas de animais, assim como de insumos, não podem ser interrompidos por se tratarem de necessidades imprescindíveis à manutenção do suprimento da população.

- Foram feitas articulações junto à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para que sejam tomadas medidas de prorrogação de dívidas e aumento do crédito rural, e para revisão de questões tributárias. A CNA complementou as ações e solicitou providências aos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Economia e da Infraestrutura.

- Foram solicitadas adequações de linhas do BNDES para também atenderem ao crédito rural, com ampliação de recursos, e para contemplar a atividade rural.

- Banco do Brasil, Sicoob Crediminas e Banco do Nordeste foram contatados para enviar informações sobre linhas de crédito emergenciais que possam atendera os produtores rurais e canais nos quais podem ser acessados.

- A Assessoria Jurídica do Sistema FAEMG está orientando sindicatos e produtores com relação a questões trabalhistas na atividade rural.

- Foi desenvolvida cartilha do Sistema FAEMG com orientações para combater o coronavírus nas propriedades rurais.

- O SENAR ampliou as vagas para os 70 cursos on-line disponíveis (http://ead.senar.org.br/cursos/) e oferece a Estante Virtual, com cartilhas usadas nos mais diversos tipos de capacitações (https://www.cnabrasil.org.br/senar/colecao-senar).

- Aulas on-line do Curso Técnico de Agronegócio (Rede E-tec) permanecem inalteradas. Alunos deverão ser informados sobre o recebimento de vídeo-aulas enquanto não há previsão para retorno das aulas presenciais.

- Foi criado canal para o contato direto com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), sobre problemas com a saúde e produção no meio rural. O Whatsapp é o (61) 93300-7278. O canal de atendimento do Sistema FAEMG é o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

IMPACTOS NO AGRONEGÓCIO MINEIRO

CAFÉ

- Ainda sem impactos diretos, mas é sensível às oscilações do dólar e das bolsas.

- Temor de alta nos custos de produção.

- Pode ser observado aumento do consumo doméstico.

- Preocupação com a colheita que tem início entre abril e maio, principalmente nas áreas de montanha, que é majoritariamente manual.

CANA

- Safra mais açucareira.

- Algumas usinas estão se mobilizando para produção de álcool gel.

- Redução no preço do petróleo está causando impactos diretos, tanto no direcionamento das usinas para produção de açúcar, quanto nos preços do etanol.

FRUTICULTURA

- Ainda não teve grandes impactos. Pode haver problemas pontuais na comercialização.

- Aumento de custo de produção com utilização de câmaras frias, em casos pontuais.

- Descarte de produtos muito perecíveis e queda de preços, também em casos específicos.

- Plantios, continuam acontecendo normalmente com receio em relação ao escoamento da produção – no médio prazo.

OLERICULTURA

- Tendência de redução da comercialização devido à diminuição na procura, em decorrência do fechamento de estabelecimentos, por causa de decretos de isolamento.

- Ainda não há registro de falta de produtos na Ceasa. Oferta segue normal.

- Para flores, o consumo menor leva à maior necessidade de uso de câmaras frias. Com isto, pode aumentar o custo de produção (energia elétrica).

PECUÁRIA DE CORTE

- Há frigoríficos que suspenderam os abates. O Minerva, em Janaúba, por exemplo, interrompeu os abates até 13 de abril. Há relatos de fechamento de plantas menores, em Januária e Teófilo Otoni.

- Cancelamento de eventos agropecuários.

- Cancelamento de leilões presenciais.

LÁCTEOS E OUTROS

- Pequenos laticínios anunciaram a interrupção ou redução da captação de leite em algumas regiões, como Zona da Mata, Sul de Minas/Mantiqueira, Leste e Norte de Minas.

- No momento, ainda estão conseguindo vender para outros laticínios.

- Produtores de queijos (de todas as regiões), apicultores e aquicultores estão com dificuldades de comercializar e distribuir a sua produção.

- O fechamento de bares, restaurante e estabelecimentos diversos prejudicou o planejamento de produção e comercialização.

- Produtores de queijo veem, como solução paliativa, a diminuição momentânea da produção de leite e, consequentemente, de queijo.

- Dificuldade para receber insumos, ração, por exemplo.

 

Brasília (29/08/2018) – O setor do agro, que representa 23,5% de toda riqueza produzida no país (PIB), apresentou, nesta quarta-feira (29/08), aos candidatos à presidência da República o documento “O Futuro é Agro - 2018 a 2030”. A entrega do documento ocorreu durante encontro com os candidatos, realizado na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília. O texto de 140 páginas sugere ao futuro governante uma agenda moderna, sustentável, de livre mercado (sem tabelamento de preços) e que, se concretizada, levará o país a ampliar em 33% a produção agrícola até 2030.

“O documento não é um rosário de queixas, mas um mapa para o futuro”, resumiu o presidente da CNA, João Martins.

Elaborado pela CNA e pelo Conselho do Agro (integrado por 15 entidades do setor), em parceria com representantes do meio acadêmico e das indústrias do agro (FIESP e UNICA), o documento aponta gargalos e soluções possíveis em questões vitais para a agropecuária. Na logística, por exemplo, o setor elenca como essenciais 34 obras em rodovias, ferrovias, rios e portos (lista de obras em anexo) para a otimização do escoamento dos produtos agrícolas nos próximos 10 anos.

Dez prioridades

Os representantes da agropecuária apresentaram 10 tópicos que consideram importantes para a agenda do setor nos próximos anos (detalhamento no resumo executivo). Eles pedem aos futuros governantes que seja criada uma política de combate à criminalidade no campo, que tem aumentado exponencialmente no interior do país; querem também a universalização da telefonia celular, essencial para a difusão de novas tecnologias entre os produtores e para o aumento da produtividade; e pleiteiam a reforma tributária, com vistas a baratear o custo da produção e tornar os produtos brasileiros mais competitivos no exterior.

Dentre outras prioridades, os representantes do setor sugerem ainda aos potenciais governantes: melhorias no arcabouço jurídico e a criação de um ambiente regulatório mais transparente (reforma trabalhista rural, regularização fundiária, etc.) como forma de garantir mais segurança jurídica no campo; priorização do seguro rural; e apoio a políticas públicas voltadas para o crescimento sustentável. 

Ainda estão entre as prioridades elencadas pelo setor: o compromisso de que sejam firmados acordos internacionais que promovam a competitividade da agropecuária brasileira; a adoção de políticas que fortaleçam o Sistema de Defesa Agropecuária; a ampliação dos recursos destinados à assistência técnica; e o desenvolvimento de políticas públicas focadas na ampliação da produção de biocombustíveis.

As Projeções

O documento entregue aos presidenciáveis faz uma completa radiografia da agropecuária brasileira, com projeção da produção para os próximos anos. Segundo os dados, a safra brasileira de grãos 2029/2030 será de 308,5 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 33% em relação à safra  2016/2017. O Centro-Oeste, com aumento percentual de produção de 45%, e o Sul, com incremento de produção de 35%, serão os principais responsáveis por essa performance.

O setor ressalta que o aumento da produtividade, calcado especialmente em práticas mais modernas, ligadas ao uso da tecnologia da informação e no treinamento de pessoal, será o principal fator de ganho da produção.

Nesse contexto, a média de produção passará dos atuais 3,84 toneladas por hectare (t/h) para 4,2 t/h. Os maiores ganhos, segundo o documento, ficarão por conta do arroz, milho e algodão.

Em relação à carne (bovina, suína e de aves), o país ampliará sua produção em 9,4 milhões de toneladas.

O documento cita também dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), segundo os quais o Brasil terá aumentado em 45,5% as suas exportações de carne em 2027. Ainda segundo os dados da USDA, o Brasil figurará, naquele ano, como o maior exportador mundial de produtos de origem animal, com participação de 42,5% no mercado mundial, seguido dos Estados Unidos, com 27% e da União Europeia, com 9,3%.

O Agro e o PIB

De acordo com os números do documento entregue aos presidenciáveis, os empregos gerados pelo setor correspondem a 32% do total de empregos no país. Em 2017, os excedentes exportados corresponderam a 44% do valor total das exportações brasileiras e o saldo comercial do agronegócio foi positivo em US$ 81,8 bilhões de dólares, enquanto os todos os demais setores da economia tiveram déficit de US$ 14,8 bilhões.

Atualmente, o Brasil vende produtos agropecuários para mais de 140 países e é o maior exportador mundial de açúcar, suco de laranja, café em grãos, complexo de soja (grãos, farelo e óleo) e carne de frango; o segundo maior exportador de carne bovina e milho; e o quarto maior exportador de carne suína.

Segundo projeção da OCDE (bloco dos países mais desenvolvidos), em 10 anos, a demanda mundial por alimentos deverá aumentar em 20%. E o Brasil será responsável pela oferta de 40% dos produtos que farão frente a esse aumento.

Representatividade da CNA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) é a voz do Agro brasileiro.

Criada há 66 anos, a entidade fala em nome dos produtores de todo o país, tendo em sua base 1.949 sindicatos, presentes em 27 federações estaduais.

A CNA representa, organiza e fortalece os produtores, defende seus interesses e apoia a geração de novas tecnologias em parceria com o seu braço de formação profissional, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

O momento traz uma oportunidade histórica para que a CNA construa a base do sindicalismo moderno, capaz de contribuir com autonomia para o salto científico e tecnológico do setor do Agro.

Moderna e efetiva, a CNA será protagonista do projeto de levar o Brasil ao topo da produção mundial de alimentos. O Futuro é Agro.

Conselho do Agro

O Conselho das Entidades do Setor Agropecuário (Conselho do Agro) reúne 15 entidades que representam os produtores rurais de diversas cadeias produtivas e segmentos da agropecuária. O grupo foi criado em 2016 para defender temas de interesse do setor e do país. É um órgão estratégico para propor e avaliar as políticas oficiais destinadas ao setor agrícola, sempre no sentido de modernizá-las e garantir segurança jurídica ao produtor.

Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação Brasileira de Agribusiness (ABAG), Associação Brasileira de Criadores (ABC), Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas (ABRAFRUTAS), Associação Brasileira dos Produtores de Milho (ABRAMILHO), Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA), Associação Brasileira dos Produtores de Soja do Brasil (APROSOJA BRASIL), Conselho Nacional do Café (CNC), Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (FEPLANA), Instituto Brasileiro de Horticultura (IBRAHORT), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Sociedade Nacional da Agricultura (SNA) e Sociedade Rural Brasileira (SRB).

A mandioca é nativa da América do Sul e o cultivo se dá no Brasil todo. No município de Santa Maria da Serra, no Centro-Oeste de SP, ela é o sustento de muitas famílias. O melhor período para o plantio é nos meses mais frios do ano.

O agrônomo Alexandre Bortoloto explica que a mandioca de mesa exige mais cuidados do que a destinada à produção de farinha. As épocas de plantio e de colheita precisam ser respeitadas.

Enquanto a mandioca de mesa tem que ser colhida entre um ano e um ano e meio para preservar a qualidade, a mandioca para farinha pode ficar na terra por bem mais tempo.

Magno Della Coletta é um dos principais produtores da região. Ele cultiva a raiz há 20 anos e produz em média mil toneladas de mandioca de mesa por ano. O negócio prosperou tanto que ele montou uma fábrica de beneficiamento, onde trabalham 80 funcionários.

A mandioca é picada no tamanho padrão e lavada. Além disso, a casca é retirada para facilitar o trabalho da dona de casa, o que acaba agregando valor ao produto.

Outra fábrica instalada no município trabalha com produção de farinha de mandioca do tipo biju. A empresa processa em média 50 toneladas de mandioca por dia, que rendem aproximadamente 15 mil quilos de farinha a cada 24 horas. No final do ano, os pedidos aumentam e o volume de trabalho cresce bastante.


Resumo

A Educação Ambiental (EA) formal e não-formal é um instrumento eficiente capaz de promover atitudes e práticas ambientais voltados a preservação da saúde humana e ao meio ambiente. A partir dessa premissa este projeto de pesquisa teve como objetivo analisar a devolução das embalagens vazias de agrotóxicos em Bambuí/MG e pesquisar o nível de conhecimento dos estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais – IFMG - Campus Bambuí sobre a legislação, a devolução das embalagens vazias de agrotóxicos e apresentar propostas viáveis para resolver os problemas identificados, tanto da logística reversa, quanto na formação acadêmica dos estudantes. Para o desenvolvimento do projeto foram realizadas entrevistas com os cinco revendedores de agrotóxicos de Bambuí e uma pesquisa descritiva qualitativa estruturada com um questionário aplicado a 407 (25,59%) estudantes distribuídos em 12 cursos da Instituição de Ensino e articulado parcerias como o IFMG, IMA, IEF, Prefeitura e Câmara Municipal de Bambuí e Impacto Engenharia e Consultoria Ambiental. Demonstrado a importância ambiental na Bacia do Rio São Francisco e a participação das revendas, houve sensibilidade e atitudes dos revendedores para custear integralmente a construção do Posto de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos em Bambuí, contratado no valor de R$103.900,00. Para suprir os alunos sobre o tema, baseada na vida real de um ex-aluno da Instituição, foi produzida uma cartilha ilustrada intitulada “De Herdeiro a Sucessor Ambiental” incluída como capítulo 2 dessa dissertação, que dispõe sobre os agrotóxicos “venenos”, o destino correto das embalagens vazias, a legislação e todas etapas do projeto até o início das obras. Resultados gerais da pesquisa mostraram que o nível de conhecimento sobre a lei dos agrotóxicos e devolução das embalagens vazias são passíveis de reflexão institucional. Para processar os resultados foram utilizados o Microsoft Excel, Fisher e o Teste de Independência com estatística do teste: Qui-Quadrado (χ²) por questão e por curso com o objetivo de constatar se existe associação entre as variáveis idade x questões e questões x cursos a fim de duas variáveis qualitativas medidas na mesma unidade amostral. Também, foi utilizado o programa estatístico “R” e os pacotes ggplot2 e barplot para criação dos histogramas”. O resultado geral da pesquisa mostrou que (68%) dos estudantes entrevistados preocupam com o meio ambiente, (40%) não tem conhecimento da lei de agrotóxicos e destino das embalagens vazias, (40%) gostariam de conhecer mais sobre a lei, (79%) dariam destino inadequado às embalagens vazias, dentre eles o reaproveitamento, (68%) canalizaria, decantaria e destinaria as águas residuais nos rios e lagoas, (89%) acham importante a construção de um posto de recebimento de embalagens vazias em Bambuí. Já os estudantes dos cursos Bacharelado em Agronomia, Agropecuária Integrado ao Ensino Médio e Meio Ambiente Integrado ao Ensino Médio mostraram ser portador de atitudes e comportamentos diferenciados, possivelmente por ser área afim aos agrotóxicos e meio ambiente. Apoiado na Educação Ambiental o projeto se desenvolveu e extrapolou seu objetivo geral servindo de referência para outros projetos que possam emergir.  

Por Valdeci Rocha-Mestre em Sustentabilidade e Tecnologia Ambiental -IFMG -Campus Bambuí/MG Dissertação de Mestrado, acesso na íntegra:

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