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Qui, Jun
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O Dia Nacional do Turismo é comemorado anualmente em 08 de maio.
A data tem a finalidade de promover e homenagear a prática do turismo entre os brasileiros, conscientizando a população das diversas belezas naturais e culturais que formam o Brasil.
Este dia ainda lembra a importância de conhecer e respeitar as leis de cada nação e cultura antes de viajar como turista. De acordo com a OMT - Organização Mundial do Turismo, a viagem é caracterizada como turística quando um ou mais indivíduos viajam para fora de seu ambiente residencial entre um período de 24 horas a 120 dias, sem exercer qualquer tipo de atividade profissional.Bondinho do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro
O bondinho do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, é uma das principais atrações turísticas do Brasil
Os brasileiros ainda comemoram o Dia Mundial do Turismo, em 27 de setembro, que incentiva a pratica do turismo internacional, com o intuito de fazer as pessoas conhecerem novos lugares, culturas e sociedades.
Oficialmente, o Dia Nacional do Turista passou a ser comemorado em 08 de maio através da Lei nº 12.625, de 9 de maio de 2012, sancionada pela presidente Dilma Rousseff. Até então havia muita confusão, pois várias pessoas acreditavam que esta data era celebrada em 2 de março.
A escolha desta data para celebrar o Dia Nacional do Turismo é uma homenagem ao pedido que o Estado do Paraná fez em 8 de maio de 1916 para que as terras próximas às Cataratas do Iguaçu fossem desapropriadas, com o intuito de transformar a área numa zona pública para turismo.
Este pedido somente foi acatado em 28 de julho do mesmo ano, através do Decreto Estadual nº 653/1916. Assim, foi criado o famoso Parque Nacional do Iguaçu, conhecido por receber em média 1,5 milhões de visitantes por ano.
A Direção do Jornal da Canastra, através da jornalista Nancy Gonçalves Dias, em comemoração aos seus 19 Anos de existência cria um“Projeto de Ações” para incentivar e resgatar o Turismo de Bambuí, juntamente com os Municípios vizinhos
Criei então, o “Projeto de Ações” para incentivar e resgatar o turismo em Bambuí e cidades vizinhas que têm pontos turísticos lindos e atraentes!
Bambuí,Tapiraí, Medeiros, Córrego D´anta, Campos Altos ,São Roque de Minas, São José do Barreiro, São João Batista da Glória e Araxá contam com recursos naturais belíssimos e atrações que vão desde turismo religioso, rural, festas típicas, passando por características físicas com formações como cachoeiras e atrações proporcionadas por lindos rios,que precisam de incentivos para melhorar o turismo de cada região!
Bambuí se localiza no centro-oeste mineiro, próximo à Serra da Canastra, onde nasce o Rio São Francisco. Estar próximo à Serra da Canastra já diz tudo!
Os acessos rodoviários a Bambuí e regiões se dão por meio das rodovias MG-050, BR-354 e BR-262. Temos uma malha rodoviária excelente que contribui muito ao nosso turismo!
Bambuí é reconhecida internacionalmente pelo fato de terem se desenvolvido na cidade estudos que aprofundaram o conhecimento científico da moléstia tripnossomíase americana, vulgarmente conhecida como Doença de Chagas. Esta pesquisa seria interessantíssma se soubermos aproveitá-la e oferecer para turistas e estudantes para conhecerem a pesquisa e a história da doença de Chagas. Temos o prédio que é uma referência nesta pesquisa de Estudos e Profilaxia da Moléstia de Chagas.Poderíamos aproveitar esta referência e partir para uma atração tuíistica de pesquisas.
Bambuí se destaca também pelo lindo Santuário São Sebastião, lindas igrejas e tem um calendário de eventos anual que poderá movimentar mais a economia da cidade.
Temos lindas igrejas ,e por que não incentivar mais a integração entre nossas Paróquias para incentivar o Turismo Religioso? Nossas festas religiosas precisam apenas de algumas atrações a mais e divulgações para atrair os turistas.
Tapiraí com a sua grande atração a Cachoeira das Laranjeiras é um lindo potencial turístico que deverá melhorar a estrutura local para atender os visitantes
Medeiros, entraria com o seu Turismo Rural, Festa do Queijo Canastra,Congado etc.
Em Campos Altos, o Santuário de Nossa Senhora Aparecida, situado a mais de 1200 metros de altitude, é um dos maiores focos do turismo religioso em toda região!
Em Córrego Danta suas Festas Congado e Santo Reis é o maior foco de turismo Religioso.
São Roque de Minas e São João Batista do Glória, com um rico patrimônio natural, a região guarda desafios aos praticantes do Ecoturismo. Paisagem de serras e vales, cachoeiras, paredões de pedra prontos para serem escalados, pequenas matas, clima ameno e tranqüilidade para o turista.
No Parque Nacional da Serra da Canastra, o grande atrativo são as espécies de animais silvestres e a exuberante flora característica do cerrado. que abriga inúmeras nascentes, corredeiras, cachoeiras, além de lagos, grutas e cavernas que ainda escondem insondáveis segredos. É ali que está a nascente do Rio São Francisco. Riquezas como o queijo Canastra, a tradicional culinária mineira e a cachaça comple-mentam este tesouro, além da hospitalidade de seu povo.
São Roque de Minas, um dos portais de entrada para o Parque Nacional da Serra da Canastra, conhecido pela sua beleza natural, e suas inúmeras cachoeiras.
Em São José do Ba-reiro, distrito de São Roque, fica a Cachoeira Casca d`Anta, com 186 metros de queda, e moldurada em uma parede de rocha de cerda de 340 m de altura.
São João Batista do Glória, uma belíssima região, entre o Rio Grande e a Serra da Canastra. Opção para quem procura o sossego da vida do campo ou para os amantes da natureza e dos esportes de aventura.,
A cidade de Araxá, famosa pelo Grande Hotel ,pelas suas águas e as tradicionais Termas, entraria em nosso Roteiro Turistico também conhecida pelos doces e pela encantadora Dona Beja.

O importante agora é cada prefeitura trabalhar com divulgações em rádios, TV Jornais, revistas para incentivar as rotas turísticas já homologadas e trabalhar na elaboração de projetos para melhorar a infra estrutura, destas atrações!
E que haja Agências Turisticas para transportarem os turistas a estes locais!

 

Cachoeira Casca Danta, em São Roque de MG

 

Cachoeira   das Laranjeiras

 

paróquia de são José , em Corrego D´anta

Festival de Dança de Bambuí, que acontece ,anualmente no final do mês de abril

 

A Direção do Jornal da Canastra, através da jornalista Nancy Gonçalves Dias, em comemoração aos seus 19 Anos cria o “Projeto de Ações” para incentivar e resgatar o Turismo de Bambuí, juntamente com os Municípios vizinhos!


“Um cão da raça Boder Collie através do comando de um assobio pelo seu dono, busca um rebanho que pastoreava a uns 1000 metros. distante de um curral. Ele reunia as ovelhas e dirigia-as até ao curral , onde turistas atentos observam esta atração. Encantados com aquele Boder Collie ensinado balbuciam palavras de admiração:
“Que lindo!”

“Como é ensinado!”

“Que gracinha!”

Esta atração faz parte de um roteiro turístico que tive o prazer de assistir, em Dublin, na Irlanda, que incentiva o Turismo Rural!
Baseada nesta pequena atração, comecei a refletir sobre o Turismo de Bambuí, e cidades vizinhas que têm atrações muito melhores do que aquele cãozinho ensinado, que tanto encantava aqueles turistas!
Criei então, o “Projeto de Ações” para incentivar e resgatar o turismo em Bambuí e cidades vizinhas que têm pontos turísticos lindos e atraentes!


Bambuí,Tapiraí, Medeiros, Córrego Danta, São Roque de Minas, São José do Barreiro, São João Batista da Glória e Araxá contam com recursos naturais belíssimos e atrações que vão desde turismo religioso, rural, festas típicas, passando por características físicas com formações como cachoeiras e atrações proporcionadas por lindos rios,que precisam de incentivos para melhorar o turismo de cada região!
Bambuí se localiza no centro-oeste mineiro, próximo à Serra da Canastra, onde nasce o Rio São Francisco. Estar próximo à Serra da Canastra já diz tudo!


Os acessos rodoviários a Bambuí e regiões se dão por meio das rodovias MG-050, BR-354 e BR-262. Temos uma malha rodoviária excelente que contribui muito ao nosso turismo!


Bambuí é reconhecida internacionalmente pelo fato de terem se desenvolvido na cidade estudos que aprofundaram o conhecimento científico da moléstia tripnossomíase americana, vulgarmente conhecida como Doença de Chagas. Esta pesquisa seria interessantíssima se soubermos aproveitá-la e oferecer aos  turistas e estudantes  a conhecerem a pesquisa e a história da Doença de Chagas. Temos o prédio que é uma referência nesta pesquisa de Estudos e Profilaxia da Moléstia de Chagas.Poderíamos aproveitar esta referência e partir para uma atração turística de pesquisas.


Bambuí se destaca também pelo lindo Santuário São Sebastião, lindas igrejas e tem um calendário de eventos anual que poderá movimentar mais a economia da cidade.
Temos lindas igrejas ,e por que não incentivar mais a integração entre nossas Paróquias para incentivar o Turismo Religioso? Nossas festas religiosas precisam apenas de algumas atrações a mais e divulgações para atrair os turistas.


Tapiraí com a sua grande atração a Cachoeira das Laranjeiras é um lindo potencial turístico que deverá melhorar a estrutura local para atender os visitantes
Medeiros, entraria com o seu Turismo Rural, Festa do Queijo Canastra, Congado etc.
Em Campos Altos, o Santuário de Nossa Senhora Aparecida, situado a mais de 1200 metros de altitude, é um dos maiores focos do turismo religioso em toda região!


Em Córrego D´anta suas Festas Congado e Santo Reis é o maior foco de turismo Religioso.


São Roque de Minas e São João Batista do Glória, com um rico patrimônio natural, a região guarda desafios aos praticantes do Ecoturismo. Paisagem de serras e vales, cachoeiras, paredões de pedra prontos para serem escalados, pequenas matas, clima ameno e tranquilidade para o turista.
No Parque Nacional da Serra da Canastra, o grande atrativo são as espécies de animais silvestres e a exuberante flora característica do cerrado. que abriga inúmeras nascentes, corredeiras, cachoeiras, além de lagos, grutas e cavernas que ainda escondem insondáveis segredos. É ali que está a nascente do Rio São Francisco. Riquezas como o queijo Canastra, a tradicional culinária mineira e a cachaça complementam este tesouro, além da hospitalidade de seu povo.


São Roque de Minas, um dos portais de entrada para o Parque Nacional da Serra da Canastra, conhecido pela sua beleza natural, e suas inúmeras cachoeiras.


Em São José do Barreiro, distrito de São Roque, fica a Cachoeira Casca d`Anta, com 186 metros de queda, e moldurada em uma parede de rocha de cerda de 340 m de altura.


São João Batista do Glória, uma belíssima região, entre o Rio Grande e a Serra da Canastra. Opção para quem procura o sossego da vida do campo ou para os amantes da natureza e dos esportes de aventura.

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A cidade de Araxá, famosa pelas suas águas e as tradicionais Termas, entraria em nosso Roteiro Turis-tico também conhecida pelos doces e pela encantadora Dona Beja.


O importante agora é cada prefeitura trabalhar com divulgações em rádios, TV Jornais, revistas para incentivar as rotas turísticas já homologadas e trabalhar na elaboração de projetos para melhorar a infra estrutura, destas atrações!


E que haja Agências Turísticas para transportarem os turistas a estes locais!

Estávamos comemorando o Natal em família  quando de repente, minha filha teve uma idéia: amanhã iremos conhecer São Tomé das Letras.
Ás 07 horas da manhã , já estávamos a postos filhas genros, netas e neto partindo para conhecer esta cidadezinha incrível que já ouvira falar prazerosamente sobre o seu misticismo , lendas e onde impera uma maravilhosa natureza!A pequena e acolhedora cidade mineira nos recebeu com uma chuvinha fina que insistia em cair sobre a a cidade dando-nos as boas vindas!


Como era uma quarta feira ,depois do Natal não foi difícil achar acomodações, porque a cidade estava um pouco vazia de turistas .
Assim que acomodamos as malas no Hotel fomos degustar uma excelente comida em um dos restaurantes situados, na Praça da Matriz
A cidade se encontra na serra que leva o mesmo nome, encravada no alto de uma montanha, a 1300 m, entre as cidades de Baependi e Três Corações.


Foi um encanto poder ver construções de quebrar a cabeça de qualquer arquiteto. Ao fazer um tour pela cidade deslumbramos com construções erguidas apenas com pedras, apoiadas uma a uma, edificações que foram realizadas há mais de 200 anos. São casas, algumas transformadas em restaurantes ou lojas e uma igreja, a Igreja de Pedras, cons-truída no século XVIII pelos escravos. A Igreja de Pedras é um dos mais belos cartões postais da cidade.


Além das edificações encontramos, ainda, ruas calçadas de pedras enormes, por toda a cidade.
A Igreja Matriz também é uma bela construção! Não é de pedra, mas tem seu charme, principalmente na decoração interior típicas das igrejas mineiras.Ao vê-la por dentro senti saudades da nossa primeira igreja da Matriz de Sant Ana . O altar é idêntico ao nosso antigo altar mor !Após algumas fotos no interior e ao fundo da Matriz partimos para visitar o Cruzeiro , que fica mais adiante e num ponto estratégico

. Local mais alto de São Tomé com 1444 m de altitude. Tanto da Pirâmide quanto do Cruzeiro o visual é fascinante, mais adiante do Cruzeiro fica a Pirâmide que é uma construção cuja lenda classifica como um suposto ponto de observação de discos voadores. Na verdade, a Pirâmide é um ponto de encontro da galera. O teto tem o formato de pirâmide e nele assentamos por alguns momentos para admirar a magnífica imagem vista de cima !
À noite, degustamos uma deliciosa comida, em um dos restaurantes do centro da cidade com música ao vivo.
Após um delicioso café da manhã partimos para conhecer as grutas que são bem visitadas em São Tomé das Letras.
Conhecemos primeiramente a Gruta do Carimbado. Reza a lenda que ninguém conseguiu chegar ao seu fim e, se isso ocorresse, chegaria na cidade de Machu Picchu, no Peru

.
Após uma visita rápida a gruta do Carimbado partimos para conhecer as lindas cachoeiras da região.
Encantamos com a cachoeira Véu da Noiva ! É uma beleza rara, situada na estrada que ruma à Baependi. Uma enorme queda d’água para o mergulho dos corajosos e uma piscina natural para relaxar são os atrativos do local.


Assim como a lenda e o misticismo fazem parte da cultura local, a própria origem de São Tomé das Letras é uma lenda. Segundo a recepcionista do Hotel onde hospedamos, no século XVIII, um escravo fugitivo de nome João Antão refugiou-se em uma gruta para não ser encontrado pelo seu senhor. Esse escravo recebera em uma determinada ocasião uma visita de um velho vestido de branco, e foi para esse velho que ele pedira sua carta de aforria. Aforriado, o escravo voltara à fazenda da qual havia fugido para levar a carta ao seu senhor. O senhor, então, resolveu ir procurar o velho na gruta. Chegando lá encontrou apenas uma imagem de São Tomé. A imagem foi levada para sua fazenda. Mas ela, por milagre, aparecera novamente na gruta. Na entrada dessa gruta haviam pequenas pinturas ou inscrições rupestres semelhantes a letras descoberta em 1782. Foi daí que surgiu o nome de São Tomé das Letras.
O senhor, depois do acontecido, resolveu erguer uma capela em respeito a tal milagre, em 1785. Essa capela se tornou uma igreja, a Igreja Matriz citada anteriormente. A pequena gruta ao seu lado é mais uma das atrações turísticas da cidade. Detalhe: a Gruta de São Tomé fica no centro do município. No topo da mesma pode-se avistar a Igreja Matriz em sua totalidade e mais alguns picos.
Sou muito mística e conhecer São Tomé das Letras foi como andar nas nuvens, e sair de lá com as baterias recarregadas de muita energia, paz e tranquilidade!

Por Nancy G Dias

 

Também conhecida por Nossa Senhora da Medalha Milagrosa e Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças, Nossa Senhora das Graças é um dos títulos atribuídos a Virgem Maria pela Igreja Católica
A escolha desta data para comemorar o Dia de Nossa Senhora das Graças coincide com a aparição da santa para a noviça francesa Catarina de Labouré, dia 27 de novembro de 1830.
De acordo com o relato religioso, quando Nossa Senhora das Graças apareceu para Santa Catarina, pediu para que ela fizesse uma pequena medalha que representasse o episódio da sua aparição. Desta maneira, todas as pessoas usassem receberiam as suas graças.

Medalha Milagro sa salva combatente da FEB, de Bambuí: Sr José Chaves ou Juca Chaves
Apresentamos aos nossos leitores, uma comovente história de mais uma intercessão da Mãe de Deus, fato verídico ocorrido com o motorista cabo Chaves, ex-integrante da força Expedicionária Brasileira já falecido, em pleno campo de batalha , na Itália.
José Chaves ou “ Juca Chaves” como era mais conhecido em Bambuí/ MG, nasceu em 21/12/1920 . Era casado com a sra. Zilda Bruno Chaves. Sua história comprova uma vez mais a força da fé e a poderosa intercessão de Maria Santíssima.
Caso verídico e narrado pelo sr Juca Chaves .
“O trem de ferro chegou a estação ferroviária de Bambuí. Subi, coloquei a minha mala no bagageiro, e depois desci para despedir de meus familiares que estavam na plataforma.Quando o trem deu o 1º apito, dei um abraço geral em todos, em meio a muitas lágrimas. Eu não chorei naquela hora, fiquei durão. Quando o trem apitou a 2ª vez, minha mãe colocou me esta medalha dizendo: “Você vai usar esta medalha ( Nossa Senhora das Graças) sempre; apesar de você não rezar, mas vai usá-la sempre. Para que não a perca, vou prendê-la neste alfinete e quando for tomar banho, antes, coloque-a na outra roupa que for vestir”.
Logo que o trem partiu, bem próximo tem uma curva onde ele apita, porque tem uma travessia. Ali ,eu pensei: vou jogar esta medalha fora, a minha mãe não está vendo. O que vou fazer com isto? Desabotoei o alfinete tirei de onde ela tinha colocado, abri a vidraça da janela e quando estiquei o braço para jogar a medalha fora, parei no meio do gesto pensando:
-O que estou fazendo meu Deus, minha mãe pediu que eu usasse sempre esta medalha. Então a coloquei no mesmo lugar, onde estava.
Chegamos ao Rio de Janeiro. Do alto das favelas, o povo se concentrava para nos ver, todos sabiam para onde íamos, menos nós. Somente o comando sabia. Entramos no enorme navio que só no outro dia partiu. Perguntei:
-Gente, para onde vamos? Ninguém sabia. Conversava com um, com outro, ninguém sabia. Diziam: “Onde a cobra tiver que fumar, vai fumar mesmo”. Não sabíamos se íamos para a Europa ou para que lado esse navio saía. Quem sabe pensei :íamos ficar por aqui mesmo próximo ao Rio de Janeiro. Mas o navio foi dis- tanciando.O pessoal foi acostumando .Viajávamos a noite inteira, mas nunca que chegávamos. Enjoamos muito! Era intenso: o medo, o calor. Ficávamos lá embaixo: o navio tinha 3 andares. Tudo fazia com que todos nós enjoássemos.
Foram 14 dias de viagem. Passamos por vários países do Mediterrâneo e desembarcamos em Nápoles – Itália ; dali pegamos barcaças com destino a Livorno. De lá fomos de caminhões a Piza. Ficamos uns dias recebendo mais um pouco de instruções dos americanos. Eu era motorista da companhia: peguei um jipe novinho : tinha duas viaturas na companhia; a outra era dirigida por um soldado. Era eu quem comandava o trabalho,mas não era covarde. Poderia escalar o soldado para as missões mais perigosas, mas eu não fugia do perigo, não escolhia o serviço.
Subíamos ao front, escuta=ávamos as rajadas, de metralhadoras, tiros de canhões, morteiros ... A medalha continuava sempre aqui no bolso, eu não falava com ela não, mas estava sempre onde minha mãe tinha colocado.
Quando entramos diretamente em combate, na primeira oportunidade que encontramos com os alemães, o Batalhão fez a tática de receber o alemão,de aceitar a briga com eles e aí fomos aprendendo e desenvolvendo o serviço. Passados alguns dias já tinha me acostumado. Depois de uns 10 dias, toda a tropa já estava ambientada.
Assim foi passando, um perigo aqui, outro ali, já acostumado não estava mais com aquele medão inicial. Ambientado, sabia manjar a situação e como se defender. Cheguei a acionar o gatilho sim , várias vezes, não sei se tombou algum inimigo porque foi distante, não chegou a ser corpo a corpo.
Me lembro que um dia estávamos em comboio, os aviões dos alemães vieram nos perseguir e uma rajada quase me acerta. Estávamos numa estrada cheia de curvas, numa grota, as balas passaram bem próximas de mim furando o chão e jogando terra para cima.
Num determinado dia, o Capitão disse:
-Chaves pegue esta munição e leva para lá, apontando para um lugarejo próximo, (uns 4 ms).Vamos precisar dela lá. Eu sozinho carreguei o reboque e fiz a primeira viagem. Tinha minas, já retiradas pelo pelotão de caça minas, por toda a estrada. Eles iam à frente, passavam os aparelhos e detectavam e desarmavam, as minas, para a gente poder passar. Fiz duas viagens, debaixo de tiros cruzando a estrada, apesar de não me verem, pois já era noite, eles atiravam pelo barulho do jipe; quando preparava a terceira viagem, chegaram quatro companheiros meus que iam ao hospital. Eles precisavam conversar com o capitão que era uma pessoa muito boa: todos os soldados gostavam dele. Eu não esqueço o seu nome: Carlos Frederico Cotrim. Como já era noite e distante uns 4 kms , acabei levando-os. Primeiramente expliquei que a viagem era perigosa. Eles me ajudaram a carregar o reboque com as munições e como era a última viagem e não coube tudo no reboque, colocamos o restante das munições no jipe. Subiram e saímos.
Disse-lhes:
-Fiquem quietos, tem lugares aqui que são perigosos. Vou apertar mais o pé. Na viagem um deles falou:
- Agora nós vamos acabar com isso, os alemães estão indo embora.
Foi acabar de falar e ouvimos um estouro e um clarão. Lembro - me que subi segurando o volante e gritei: -Nossa Senhora! O volante arrebentou todo, a “Lour dinha” (metralhadora) que estava comigo desmanchou! Soube pois que o jipe passou por cima de cinco minas que explodiram-se abrindo uma enorme cratera na estrada. Os alemães perceberam o que eu estava fazendo e quando passava eles prepararam as minas . Na explosão eu cai há uns 50 metros e de bruços num lugar todo cheio de minas . No escuro esse negócio estourou, eu cai lá no mato. Um dos companheiros foi comigo, sujou todo de sangue morreu imediatamente. Todos os meus quatro companheiros: Felicio (de Santa Catarina), Elisio (Bahia) Assunção (de Minas Gerais) Marconi (de São Paulo) morreram no local. Quando eu cai, pensei que ia morrer. Nesta hora lembrei-me da medalha que minha mãe tinha posto em mim, e com os dois dedos peguei. Quem sabe esta medalha me levanta daqui, pensei. Imediatamente me levantei e virei para trás, para ir onde eu ia, não perdi o rumo não. Logo que fiquei de pé chegou um colega também motorista e telefonista, ele era de Ibiá/ MG, não me lembro do nome e me colocou na sua viatura, entre bobinas de fios telefônicos, me levou ao posto médico mais próximo uns dois kms. Meus companheiros ficaram mortos na escuridão. Somente no outro dia que o pelotão caçaminas detonou as minas e buscou os corpos um a um.
Estava deitado na maca já no posto médico, quando chegou o Padre Capelão, o reconheci porque vi uma cruz na lapela dele.Todos pensavam que eu ia morrer, estava surdo, não falava, mas não tinha perdido o sentido. Eu não sofri um só arranhão. Apenas fiquei surdo e sem fala um dia.
Nunca mais me separei da Medalha Milagrosa de N.Sra das Graças que trago comigo e me acompanhará até o fim de minha vida ”.

Medalha Milagrosa
Oração a Nossa Senhora das Graças

“Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vô-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expor, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada).
Concedei, pois, ó Nossa Senhora das Graças, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior Glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre como verdadeiros cristãos. Amém”.


Pároco: Pe. Antônio Carlos Ferreira Couto
Rua José Mourão, s/n – Bairro Nossa Senhora das Graças - CEP: 38.900-000.Telefax: (37) 3431–1080 – Comunidades Urbanas: 05 – Comunidades Rurais: 05
Atendimento Escritório Paroquial: 2ª a 6ª feira: 07h00 às 11h00 e 12h30 às 17h00
Horário de Missas
Sábado: Matriz N.S.das Graças19h00
Domingo: Matriz N.S.das Graças: 09h30 e 19h00.

 

 

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