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O Dia de Imaculada Conceição de Maria é comemorado anualmente em 8 de dezembro.

A Virgem Maria é venerada como uma santa imaculada e livre de pecados desde os primórdios do cristianismo.
Apenas em 28 de fevereiro de 1476 esta data foi decretada pelo Papa Sisto IV como uma festa universal.
A festa da Imaculada Conceição ganhou caráter obrigatório no século XVIII, através da decisão do Papa Clemente XI.
Porém, só recebeu o título de um dogma católico em 8 de dezembro 1854, pelo Papa Pio IX, sendo este o motivo da escolha do dia 8 de dezembro para celebrar a festa litúrgica.
Em vários países europeus, incluindo Portugal, o Dia da Imaculada Conceição é considerado feriado nacional.

Oração a Imaculada Conceição de Maria
“Virgem Santíssima, que fostes concebida sem o pecado original e por isto merecestes o título de Nossa Senhora da Imaculada Conceição e por terdes evitado todos os outros pecados, o Anjo Gabriel vos saudou com as belas palavras: Ave Maria, cheia de graça; nós vos pedimos que nos alcanceis do vosso divino Filho o auxílio necessário para vencermos as tentações e evitarmos os pecados e, já que vós chamamos de Mãe, atendei-nos com carinho maternal e ajudai-nos a viver como dignos filhos vossos. Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós. Amém”

A Igrejinha de N.Sra Imaculada Conceição, em Ba-buí foi construída em 1813 pelo Pe Domingos José Bento.

“Causo Interessante”

Em 1972 quando foi feita a última reforma na Igrejinha Imaculada Conceição, eu, Teresinha Rabelo D. Lourdes, do Sr. José Galdino, e a Noêmia ,esposa do sr. Jeovah Chaves fizemos 12 dúzias de cravos para enfeitar o altar de Nossa Senhora. Foi realizada uma linda coroação, mas infelizmente nenhuma foto foi tirada.
Para a inauguração ,papai mandou fazer uma mesa para que fosse celebrada a missa,na Igrejinha Imaculada Conceição”
Eu e D. Lourdes ficamos a amanhã toda ornamentando a Igrejinha para a Santa Missa.
Colocamos todas as toalhas nos altares laterais. Deixamos por último a mesa: -Não sobrou toalha para enfeitá-la,ela estava vazia.
-E agora? Nenhuma toalha dá certo D. Lourdes!
Ela ficou pensativa e de imediato tirou a medida da mesa para que fosse providenciada uma nova e disse-me:
-Vou dar a toalha para esta mesa, não se preocupe!
Apesar de saber e conhecer a disponibilidade e habilidade de D. Lourdes, achava que não dava tempo de ser feita alguma coisa, pois aqui na época não havia material nenhum para comprar. Mas, confiei em suas palavras. Fechamos a igrejinha e ela foi cantando baixinho como era de seu costume.
A tarde, quando eu voltava novamente para os últimos preparativos para celebração da Santa Missa dei uma olhada para a casa de D. Lurdes e disse baixinho:
- Será que ela ainda está bordando a toalha?
D. Lourdes bordava muito bem e fazia lindos bordados em rechiliê à ma quina. Era uma excelente bordadeira!
Qual nada! Ela e o Sr. Zezé vinham de braços dados e com a toalha carinhosamente dobrada.
Qual foi meu espanto ao receber a toalha que tenho até hoje ,bordada a máquina! Lindíssima!
- D. Lourdes, a sra bordou isso hoje? - perguntei-lhe muito admirada.
Então ela me respondeu:
- É o lençol do meu casamento, que foi transformado em toalha.
Não contive as lágrimas!
Que coração de ouro!
Doando o que ela tanto estimava para cobrir a mesa para a celebração.
A toalha foi usada muitas vezes, pois só essa toalha servia na mesa pelo seu tamanho.
No dia do falecimento de D. Lourdes, as seis da tarde, eu preparava a mesa enfeitada com sua toalha, quando Eros, seu filho, chegou e disse-me:
- Pede o padre para rezar para a mamãe: ela acaba de entregar sua alma a Deus. Aproximei -me do Padre Eri Carneiro, que trabalhava aqui na época, e contei toda a história da toalha para ele.
Ele celebrou a missa pelo descanso de sua alma e na homília contou toda a história da toalha que forrava a mesa naquele momento, fazendo rolar lágrimas de todos que assistiam aquela missa que para mim é inesquecível.
“Quisera que pessoas generosas como Dona Lourdes se dispusessem a nos ajudar para uma linda coroação a realizar e voltar com Nossa Senhora para seu trono de honra e com cravos enfeita”!
“Causo” contado à redação do Jornal da Canastra que foi transformado em um “Poema ”por Nancy G. Dias. para o livro ,sobre a última reforma da Igrejinha.

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